Em uma mistura de
museu digital, obra de arte, arquivo e experiência tecnológica, o recém inaugurado Acervos MUTHA reúne arte de forma online e gratuita. Com direção do curador e artista Ian Habib, a novidade do Museu Trangênero de História e Arte tem acervo e coleção sob guarda e tutela da própria instituição.Realizado a partir da
Manutenção do Museu Transgênero de História e Arte 2025, com realização da
Funarte - Retomada - Espaços Artísticose produção da
, os
Acervos MUTHAreúnem uma tipologia híbrida entre museologia, arquivo e biblioteca, com obras de caráter artístico, científico, histórico e documental. Até o momento, o acervo conta com 50 obras de arte em escultura digital 3D, entre vídeos e imagens estáticas, além de cerca de 100 itens em processo de catalogação.
A proposta parte de um eixo pouco usual na museologia nacional, na qual o
MUTHAconsidera o próprio museu como obra de arte. Nesse sentido, o projeto propõe "musealizar" o espaço e suas próprias criações. As galerias digitais são concebidas como esculturas em 3D, criando espaços e corpos fabulativos com uso de inteligência artificial e novas tecnologias de produção de acervo. As obras são desenvolvidas pelo artista digital
Denu, com direção artística de
Habib. "O MUTHA nasce de uma pergunta sobre o que um museu pode ser quando ele não se limita a guardar obras, mas também se entende como obra. Ao musealizar o próprio museu, criamos um espaço em que arquivo, arte, tecnologia e performance se atravessam", afirma
Habib, que atua como diretor do
Museu Transgênero de História e Arte.
Além do acervo, o projeto também lançou o primeiro
Catálogo de Acervos MUTHA, com download gratuito no site. Também foi desenvolvido um Conselho Curatorial, além de desenvolvido um novo
Programa Educativoe inaugurada a exposição
PERFURO, que marca a abertura da
Galeria Vasconcelos, espaço pedagógico-expositivo voltado às atividades educacionais do museu. Com curadoria de
babel babel, artista brasileire dissidente de gênero que pesquisa performance do corpo, escreve e leciona em Florianópolis, a nova mostra nasce a partir de um curso realizado no museu. A exposição discute os modos de circulação da arte no Brasil e no exterior, suas implicações políticas e simbólicas e os espaços de legitimação como campos de poder e disputa de narrativas.
Ao reunir as diferentes correntes artísticas de forma democrática no site oficial, o
MUTHApropõe novas formas de pensar a permanência de corpos dissidentes no campo artístico. Em suas ações performativas, o museu também permite que o público participe da produção e reflexão sobre seus acervos, ampliando a ideia de arquivo como um espaço vivo, coletivo e em transformação. "Quando trabalhamos com esculturas digitais, inteligência artificial e práticas performativas, não estamos apenas usando ferramentas contemporâneas. Estamos criando formas de permanência para histórias, corpos e produções que muitas vezes foram apagadas dos acervos tradicionais", completa
Habib.
+++ LEIA MAIS: Museu Casa NUA e Formosa Hi-Fi apresentam primeira exposição da América Latina dedicada à arte digital contemporânea CC0