O Rei do Pop continua fazendo história e, desta vez, forçou a indústria musical a se adaptar ao seu tamanho. O álbum "Number Ones", de Michael Jackson, retornou ao seu pico histórico na #6 posição da Billboard 200. O feito é o reflexo da queda de uma antiga e polêmica regra que, por anos, impediu o artista de registrar seus recordes reais nas paradas americanas.
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O "Álbum Número 1" que foi proibido de liderar as paradas
Para entender o tamanho da injustiça, precisamos voltar a 2009. Logo após o falecimento de Michael Jackson, o mundo inteiro correu para ouvir suas músicas. Naquela época, "Number Ones" foi, de forma absoluta, o álbum mais vendido nos Estados Unidos. No entanto, devido a uma diretriz rígida da Billboard, álbuns de catálogo (antigos) eram estritamente proibidos de entrar na Billboard 200, a parada principal.
Em vez de assumir o topo que era seu por direito, Michael foi isolado em uma lista paralela chamada Top Comprehensive Albums. Foi nessa lista oculta que o domínio do Rei do Pop ficou escancarado, ocupando o pódio triplo da semana:
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#1 - Number Ones
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#2 - The Essential Michael Jackson
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#3 - Thriller
Para se ter uma ideia, o quarto lugar daquela lista era ocupado por "The E.N.D.", do Black Eyed Peas, que era um lançamento recente e um dos maiores sucessos daquele ano.
O "Efeito Michael Jackson" força a mudança
A regra tentava proteger os lançamentos da semana, mas ignorava o consumo real do público. Diante do impacto cultural estrondoso da morte de Michael e da demanda contínua por seu catálogo, a Billboard atualizou seus critérios e aceitou que clássicos também movem a indústria. Com isso, a proibição caiu.
Anos depois, fazendo justiça à sua relevância atemporal, "Number Ones" finalmente pôde retornar à Billboard 200 e escalar os charts até cravar seu merecido lugar no Top 10 atual, na 6ª posição.
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