Apesar de o Brasil possuir uma cena rica de reggae, com artistas históricos que mobilizam multidões e abordam temas sociais relevantes, os grandes festivais de música como Rock in Rio e Lollapalooza ignoram sistematicamente o gênero. Essa exclusão frequente chama a atenção do público, repetindo-se tanto nos palcos principais quanto nos secundários, que teoricamente deveriam promover a diversidade sonora nos megaeventos.
Por Adriana de Barros
Se você é fã de música brasileira, provavelmente já se pegou olhando o line-up de um grande festival, seja Rock in Rio, The Town ou Lollapalooza, e sentiu aquela falta clássica: onde foi parar o reggae?
A dúvida é recorrente entre o público desses eventos. E olha que o motivo não é falta de matéria-prima. O Brasil tem uma cena historicamente rica, com nomes fundamentais que arrastam multidões, dialogam com a contracultura, lotam casas de show e carregam mensagens de peso social e político. Ainda assim, nos megafestivais, o espaço destinado ao reggae beira o zero. O mais curioso é que essa exclusão não acontece apenas nos palcos principais. Nem mesmo nos espaços alternativos, geralmente criados para ampliar a diversidade sonora, costumam abrir espaço para representantes desse universo musical.