O cantor Julies mobilizou fãs e marcas para o projeto audiovisual "Se Esse Emo Fosse um Reggae", que revisita clássicos dos anos 2000 em versões reggae. A produção conta com nomes como Pe Lanza (Restart), Rodrigo Koala (Hateen), Hevo84 e Beto (Replace). Em vídeo, o artista deu pistas do repertório nostálgico ao usar trechos de canções consagradas e sugerir uma releitura oficial de "Daqui Pra Frente", do NX Zero, unindo memória afetiva e novas sonoridades com apoio do Espaço O Acústico, em São Paulo.
O que começou como um convite para aproximar marcas de um projeto musical também trouxe novas pistas sobre os próximos passos do cantor e compositor Julies. Em um vídeo publicado recentemente nas redes sociais, o artista convocou seus seguidores a indicar empresas que poderiam se conectar a "Se Esse Emo Fosse um Reggae", produção que reúne nomes como Pe Lanza (Restart), Rodrigo Koala (Hateen), Hevo84 e Beto (Replace) para revisitar clássicos do emo nacional sob uma nova sonoridade.
Na publicação, Julies apresenta a proposta por meio de uma provocação: e se algumas das músicas que marcaram uma geração fossem transformadas em reggae? A pergunta é acompanhada por trechos de sucessos que ajudaram a construir a identidade musical dos anos 2000, em uma combinação de nostalgia e expectativa sobre o que está sendo preparado.
Entre as referências apresentadas estão "As Cores", do Cine, "Ponto de Paz", do Replace, e "Passos Escuros", do Hevo84. Embora as canções apareçam no vídeo, o artista não anuncia oficialmente o repertório completo da produção, deixando espaço para interpretações sobre quais músicas poderão ganhar novos arranjos.
Um detalhe na trilha sonora, porém, chama atenção. Enquanto apresenta o projeto, Julies utiliza um instrumental em reggae de "Daqui Pra Frente", sucesso do NX Zero.
A escolha não parece aleatória. O cantor já havia compartilhado nas redes sociais uma versão reggae da música, inclusive em um vídeo gravado durante uma viagem à Tailândia. A composição também foi mencionada em entrevista anterior à Rolling Stone Brasil, na qual Julies falou sobre o desejo de gravar clássicos que marcaram sua trajetória, incluindo "Além de Mim" e "1997".
Agora, ao retomar o instrumental de "Daqui Pra Frente" em uma publicação dedicada ao projeto, o artista abre espaço para uma possibilidade: a releitura estaria sendo preparada para ganhar uma nova versão no audiovisual? Por enquanto, a publicação não confirma oficialmente o repertório completo.
Embora "Se Esse Emo Fosse um Reggae" já tenha apresentado releituras nas redes sociais, a nova etapa pretende ampliar o conceito original, com arranjos mais elaborados e uma construção musical desenvolvida especialmente para a produção audiovisual.
Com experiência em diferentes gêneros, o produtor acumula trabalhos como "Ninguém Explica Deus" e o álbum "V3NOM Vol. 1 — Eclipse", de MC Lan, projeto que contou com músicos ligados a bandas internacionais como System of a Down e KoRn.
A proposta é transportar músicas conhecidas do público para uma nova linguagem musical, preservando a identidade emocional das composições e explorando outras possibilidades de ritmo, instrumentação e interpretação.
Nos bastidores, Julies também mantém parceria com o Espaço O Acústico, na Zona Norte de São Paulo. Concebido como um ambiente de criação e convivência musical, o local reúne estúdio, salas de ensaio, loja de instrumentos, lutheria e estrutura para produções audiovisuais. A colaboração, anunciada em agosto, oferece suporte ao desenvolvimento dos próximos trabalhos do cantor.
Convite às marcas movimenta nova etapa
Além das referências musicais, o vídeo apresenta uma iniciativa para aproximar o projeto de possíveis parceiros comerciais.
O movimento busca estabelecer conexões com marcas que tenham afinidade com o universo musical dos anos 2000, a nostalgia de uma geração e a proposta de aproximar diferentes estilos musicais.
A presença de artistas diretamente ligados à história das músicas revisitadas também é um dos diferenciais da iniciativa. Ao reunir nomes associados a Restart, Hateen, Hevo84 e Replace, Julies pretende construir um encontro entre a memória afetiva das versões originais e uma nova interpretação musical.
Enquanto os preparativos avançam e novas conexões são buscadas, detalhes sobre o repertório completo e os próximos desdobramentos da produção permanecem reservados.
E, entre as referências apresentadas, "Daqui Pra Frente" volta a despertar curiosidade: a releitura que já acompanhou Julies até a Tailândia estaria prestes a ganhar um novo capítulo?
Confira o vídeo: