Uma entrevista inédita de Amy Winehouse, gravada em 2007 aos seus 23 anos, revelou que seu maior medo era morrer sem deixar sua marca. Conduzida logo após seu casamento com Blake Fielder-Civil e no auge do aclamado álbum Back To Black, a conversa inédita abordou o receio do fracasso e a relação do casal. A divulgação coincide com homenagens ao legado da cantora, morta em 2011, que incluem uma edição especial de seu disco icônico e um show memorial com sua banda original e convidados em Londres.
Uma entrevista inédita de Amy Winehouse, realizada há quase 20 anos, veio à tona, revelando um dos maiores receios da artista: "A ideia de morrer sem deixar minha marca era o meu maior medo. Morrer sem deixar minha marca. Eu sei que tenho apenas 23 anos, mas…".
A declaração foi feita ao Sunday Times em maio de 2007 e agora foi finalmente publicada.
A conversa aconteceu poucos dias após o casamento da cantora com Blake Fielder-Civil e em um momento de grande sucesso para Winehouse. O álbum Back To Black, lançado no ano anterior, havia conquistado a certificação de ouro nos Estados Unidos e vendido mais de um milhão de cópias no Reino Unido, consolidando sua ascensão meteórica na indústria musical.
A entrevista foi conduzida no Hotel Mondrian, em Sunset Boulevard, quando Winehouse tinha apenas 23 anos. A matéria, no entanto, foi engavetada antes mesmo de ser redigida pelo jornalista Ariel Leve. Quase duas décadas depois, o material foi concluído e divulgado, oferecendo um novo olhar sobre a artista.
Durante o diálogo, Amy Winehouse relembrou sua descoberta aos 16 anos, enquanto se apresentava em um clube de jazz em Londres. Ela ponderou sobre a possibilidade de lidar com o anonimato caso o sucesso não tivesse chegado tão cedo, concluindo: "Sim. Sou apenas uma musicista, sabe? Adoro cuidar das pessoas", e admitindo que o fracasso a assustava mais no passado.
A cantora também expressou seu orgulho pelo impacto de Back To Black. "Me saí bem, sabe o que quero dizer? Acabei de lançar um álbum do qual me orgulho muito. Se eu morrer amanhã, tudo bem", afirmou.
Sobre o relacionamento com Fielder-Civil, Winehouse detalhou a decisão impulsiva de se casar em Miami, guiada por um pressentimento de que "iriam morrer juntos". Ela também mencionou admirar a "imaginação dele" e confessou que sempre teve certeza de que iria "estragar tudo" por se considerar "bem ingênua".
A cantora compartilhou um diálogo com o então marido: "[Blake] odeia quando digo que sou estúpida. Ele diz: 'Por que você diz coisas assim?' e eu respondo: 'Porque sou burra'. E ele diz: 'Ah, cala a boca.
Se você é burra, então eu sou um idiota por ter casado com você'". O casal se separaria em julho de 2009. Winehouse faleceu dois anos depois, aos 27 anos, por overdose acidental de álcool.
Em celebração ao legado da artista, uma edição comemorativa de Back To Black será lançada este mês, marcando os 20 anos do álbum. O relançamento incluirá demos inéditas, lados B raros e fotos nunca antes vistas, destacando o impacto duradouro da obra. O álbum vendeu mais de 25 milhões de cópias mundialmente e rendeu cinco prêmios Grammy em 2007, incluindo Gravação do Ano e Canção do Ano.
Outras homenagens incluem a reflexão dos Rolling Stones sobre a amizade com Winehouse e a inclusão de um cover de You Know I'm No Good em seu álbum Foreign Tongues. Ronnie Wood relembrou ter tentado auxiliar a cantora em seus problemas com o álcool e a incentivado a "se recompor" antes de subir ao palco.
A mãe da falecida cantora, Janis, liderou homenagens no 15º aniversário de sua morte. Além disso, a antiga banda de Amy Winehouse anunciou um show especial em Londres, programado para 21 de outubro, para celebrar os 20 anos de Back To Black. O evento contará com a participação de artistas como Mark Ronson, FLO e Jorja Smith.