Kanye West e sua escola, a Donda Academy, estão sendo processados em US$ 23 milhões pelo ex-funcionário Benjamin Provo por discriminação racial e demissão injusta. Provo, que é negro, afirma ter sido dispensado em 2022 por se recusar a cortar seus dreadlocks, além de relatar a remoção de livros de autores negros da instituição. O processo traz depoimentos sobre o ambiente hostil da empresa, enquanto a defesa do artista alega que o profissional era terceirizado e sem vínculo direto com West.
Kanye West, também conhecido como Ye, enfrenta um novo processo judicial milionário. Benjamin Provo, ex-funcionário da Donda Academy, moveu uma ação de US$ 23 milhões (aproximadamente R$ 122 milhões) contra o artista e sua instituição.
As acusações centrais, divulgadas pelo TMZ em 15 de agosto, são de discriminação racial e demissão injusta, colocando o nome de West novamente em destaque por questões legais.
Segundo os documentos judiciais, Provo, que é negro, afirma ter sido dispensado em 2022. A demissão teria ocorrido após sua recusa em cortar seus dreadlocks, um símbolo de identidade cultural. Ele considera que essa exigência e a consequente demissão evidenciam uma política discriminatória dentro da Donda Academy, escola que, paradoxalmente, foi criada com o objetivo de promover a excelência educacional.
Além da questão capilar, Benjamin Provo alega que livros de autores negros foram removidos do acervo da Donda Academy. Se confirmada, essa ação contradiz a valorização da cultura afro-americana, levantando questionamentos sobre as prioridades e a visão da instituição fundada por um artista negro. As denúncias sugerem um ambiente onde a diversidade cultural não era plenamente respeitada.
Para embasar as alegações, o processo inclui um depoimento de Milo Yiannopoulos, ex-chefe de gabinete de Kanye West. Yiannopoulos teria declarado que
"Se alguém for muito sensível a comentários com conotação racial, essa empresa realmente não é para essa pessoa", conforme anexado aos autos. Essa fala sugere um clima organizacional onde a sensibilidade a comentários racialmente carregados era vista como um problema.
O depoimento de Yiannopoulos também aborda a aceitação da postura provocativa de Kanye West em relação à religião. Ele teria afirmado que, para quem trabalhasse na Yeezy entre 2023 e 2024, seria preciso aceitar a forma "provocante" como Ye falava sobre o tema. Essas declarações indicam que a conformidade com as visões e provocações do rapper parecia ser uma condição implícita para a permanência na equipe.
A defesa de Kanye West, por sua vez, apresenta uma argumentação central: Benjamin Provo não seria seu funcionário direto. A equipe jurídica do rapper afirma que Provo foi contratado por uma empresa terceirizada, utilizada por West para gerenciar o recrutamento de colaboradores.
A comprovação desse vínculo empregatício específico será crucial para determinar a responsabilidade legal de Kanye West e da Donda Academy.