Taylor Swift e Ariana Grande se destacam em chart da Apple Music

Mesmo com a hegemonia masculina na plataforma, divas do pop global alcançam resultados expressivos

19 jun 2026 - 13h22
Taylor Swift e Ariana Grande se destacam em chart da Apple Music
Taylor Swift e Ariana Grande se destacam em chart da Apple Music
Foto: The Music Journal

A paisagem do streaming musical, frequentemente celebrada como um espelho da diversidade de gostos globais, revela uma realidade intrigante quando se olha para os números de reprodução.

Recentemente, a Apple Music, em colaboração com o respeitado perfil Chart Data, lançou um ranking histórico dos artistas mais ouvidos de todos os tempos em sua plataforma, e os resultados acendem um debate crucial sobre representatividade. Em um universo dominado por vozes masculinas, apenas duas mulheres conseguiram cravar seu nome entre os 20 primeiros: as potências Taylor Swift e Ariana Grande.

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Os dados são irrefutáveis. Enquanto o topo da lista é solidamente ocupado por Drake, a vice-liderança geral é um testemunho do impacto global de Taylor Swift.

Sua presença em segundo lugar é um feito monumental, reafirmando seu status de ícone incontestável da música contemporânea.

Poucas posições abaixo, no 12º lugar, encontramos Ariana Grande, outra força feminina que, com seu talento vocal e carisma inegáveis, assegura um espaço valioso nesse seleto grupo. A constatação é clara: para cada mulher no Top 20 da Apple Music, há nove homens, uma proporção que convida à reflexão sobre as dinâmicas de consumo e promoção no entretenimento digital.

A Hierarquia do Streaming e a Presença Feminina

A lista completa dos 20 artistas mais escutados na história da Apple Music é um verdadeiro quem é quem do cenário pop, hip-hop e country moderno. Nomes como Future, YoungBoy Never Broke Again, Bad Bunny e Lil Baby seguem Drake e Taylor Swift nas primeiras posições, consolidando a predominância desses gêneros no consumo em massa.

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Artistas como The Weeknd, Morgan Wallen, Kanye West e Post Malone também marcam presença forte, enquanto Travis Scott antecede a entrada de Ariana Grande. Completando a lista, vemos Chris Brown, Kendrick Lamar, Lil Durk, Gunna, Rod Wave, Ed Sheeran, Justin Bieber e Eminem, cada um representando uma fatia significativa do mercado musical global.

Este cenário no Apple Music ecoa, mas também contrasta, com dados de outras gigantes do streaming. Em abril deste ano, o Spotify trouxe à tona uma revelação ainda mais impactante sobre a dominância feminina: Taylor Swift foi coroada a artista mais reproduzida de todos os tempos na plataforma. Sua ascensão ao topo do Spotify, superando pesos-pesados como Bad Bunny, Drake e The Weeknd, é um testemunho de seu poder inigualável e da lealdade de sua base de fãs, os "Swifties", que demonstram um engajamento sem precedentes.

Ariana Grande também brilha no Spotify, garantindo a quinta colocação no ranking histórico, solidificando sua posição como uma das artistas femininas mais influentes e ouvidas da era digital.

A disparidade de gênero nos rankings de streaming levanta questões pertinentes sobre o comportamento do entretenimento na era digital. Enquanto a representatividade feminina ainda luta por mais espaço nas paradas de sucesso gerais, o fenômeno Taylor Swift e Ariana Grande demonstra que, quando as artistas conseguem quebrar as barreiras, seu impacto é massivo e duradouro.

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O sucesso dessas duas artistas não se limita apenas aos números; ele representa uma vitória para a música feita por mulheres, que, mesmo em um cenário desafiador, conseguem mobilizar milhões de ouvintes e moldar a cultura pop.

A análise desses dados da Apple Music não é apenas um exercício de contagem, mas um mergulho nas tendências de consumo e na dinâmica da indústria fonográfica. Ela nos força a questionar se o algoritmo ou a preferência do público contribui para essa lacuna de gênero e como futuras gerações de artistas femininas podem alterar essa paisagem.

O caminho para a equidade no streaming é complexo, mas a presença marcante de Taylor Swift e Ariana Grande no panteão dos mais ouvidos serve como um farol de inspiração e um lembrete do poder indiscutível da música feminina.

The Music Journal Brazil
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