Kanye West faz acordo em processo por agressão sexual e demissão indevida movido por ex-funcionária

Lauren Pisciotta, ex-assistente de Kanye West, acusou o artista de dopá-la e agredi-la sexualmente durante uma sessão em estúdio de Sean Combs

8 ago 2026 - 11h13

Kanye West chegou a um acordo com sua ex-assistente, Lauren Pisciotta, que acusou o artista de agressão sexual, tráfico sexual e demissão indevida.

Foto: Matt Winkelmeyer / Getty Images para The Recording Academy / Rolling Stone Brasil

O acordo foi firmado em 23 de julho, de acordo com documentos judiciais obtidos pelo USA Today, e Pisciotta agora deve protocolar um pedido de arquivamento do caso em até 45 dias. Os termos do acordo não foram divulgados. Ao comentar o desfecho, o advogado de Pisciotta, Arick Fudali, disse à publicação: "A questão foi resolvida".

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Um representante de West não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em junho de 2024, Pisciotta — que trabalhou com West de 2021 a 2023 — processou o rapper, alegando assédio sexual, quebra de contrato e demissão indevida. Em uma declaração anterior à Rolling Stone, o representante jurídico de West chamou as alegações de Pisciotta de "infundadas" e a acusou de "chantagem e extorsão" depois que ele rejeitou suas investidas sexuais.

"Ela foi demitida por não ser qualificada, por exigir somas absurdas de dinheiro (incluindo um salário anual de US$ 4 milhões) e por inúmeros incidentes documentados de conduta lasciva e desequilibrada", afirmou o comunicado enviado pela assessoria de West.

Mais de um ano após o processo inicial, Pisciotta apresentou uma petição emendada que trouxe novas acusações contra West, também conhecido como Ye, incluindo perseguição, agressão sexual, tráfico sexual e cárcere privado. "Ye submeteu a Sra. Pisciotta a comentários obscenos sobre seu corpo, exigiu que usasse roupas justas, a apalpava com frequência, a obrigou a assistir Ye praticar atos sexuais com outras mulheres, enviou fotos sexualmente explícitas e exigiu que ela fizesse o mesmo, e repetidamente exigiu que ela participasse de seus encontros sexuais — o que ela recusou", alegou o processo obtido pelo Page Six.

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Pisciotta também afirmou que "em uma ocasião, Ye tentou penetrar vaginalmente a Sra. Pisciotta com os dedos" e que West "a estuprou oralmente sem seu consentimento". Em outra emenda, apresentada quatro meses após o protocolo inicial, Pisciotta acrescentou uma acusação de que West a dopou e a agrediu sexualmente durante uma sessão em estúdio de Sean Combs.

Desde que West fez uma série de declarações antissemitas no outono de 2022, o artista enfrenta uma onda de processos movidos por pessoas que trabalharam com ele — de ex-funcionários da Yeezy e professores de sua fracassada Donda Academy a músicos que alegam disputas por samples. Em março, West foi considerado responsável por um júri numa quarta-feira, depois que uma pessoa disse ter ficado gravemente ferida durante a controversa demolição do casarão de Malibu do rapper, avaliado em US$ 57 milhões, em 2021.

Rolling Stone Brasil
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