Após a morte de Dolly Parton aos 80 anos por câncer, sua irmã, a cantora Stella Parton, criticou publicamente a insensibilidade online, condenando o uso de inteligência artificial e tweets sarcásticos sobre a tragédia. Stella denunciou a exploração do luto alheio e a desinformação, pedindo mais compaixão e respeito pelo momento difícil da família. Ela lembrou o legado de tolerância da estrela e revelou que Dolly aceitou testar drogas experimentais para tentar ajudar outras pessoas.
Desde que Dolly Parton faleceu em 25 de agosto, aos 80 anos, após uma batalha contra o câncer, diversos artistas e fãs têm publicado suas homenagens à estrela country na internet. Na última sexta, 4 de setembro, entretanto, a irmã de Dolly, Stella, publicou uma mensagem no Instagram criticando as "bobagens da IA e "tweets sarcásticos" a respeito da morte da cantora que circulam online, e solicitando "mais compaixão" pelo luto da família Parton.
Stella iniciou a mensagem agradecendo àqueles que demonstraram "amor e apoio genuíno" durante este período difícil. "Com o tempo, ficaremos bem, mas cada um de nós viverá o luto à sua maneira", escreveu. Em seguida, a cantora de "I Want to Hold You in My Dreams Tonight" destacou um lado negativo da exposição pública decorrente da fama: "Não temos escolha a não ser sermos submetidos a uma pressão e insensibilidade incríveis por parte de estranhos", comentou.
Segundo Stella, "tem sido difícil ignorar a enorme quantidade de "[imagens de] IA e lixo infinito sendo postado todos os dias". "À medida em que o tempo passa, aqueles que lucram explorando a morte e a tragédia dos outros diariamente vão seguir para o próximo negócio de desinformação infinita", criticou.
A irmã da estrela ainda ressaltou que Dolly amava seus fãs e o público em geral e, por esse motivo, optou por não expressar suas opiniões sobre assuntos como política, religião e outras figuras públicas em vida. "Ela sabia o vórtice negativo em que isso poderia se transformar, o que nada mais é do que um enorme desperdício de energia positiva", comentou.
Stella descreveu sua irmã como uma "influência positiva para o mundo", que utilizou sua música como uma "ferramenta e uma paixão por mover as pessoas". Por isso, ela pediu ao público que "demonstrasse mais compaixão e sabedoria" neste momento. "Usem a vida da minha irmã como exemplo de tolerância e respeito pelos outros", acrescentou.
Não se trata de [fazer] comentários mais inteligentes, bobagens com IA ou tweets sarcásticos. No fim das contas, ou no fim da vida, como você se sentirá consigo mesmo? Não se trata do que outras pessoas que você nunca conhecerá pensarão de você!
Dolly era a quarta mais velha de 12 irmãos, enquanto Stella era a sexta. Embora não tenha alcançado o nível de estrelado de sua irmã mais velha, Stella fez sucesso na década de 1970, especialmente com a canção "I Want to Hold You in My Dreams Tonight", que lançou por meio de seu próprio selo musical independente. A música chegou ao Top 10 das paradas country dos Estados Unidos e lhe garantiu um contrato com a gravadora Elektra Records.
Entre 1977 e 1979, Stella colocou outras três músicas no Top 20 country norte-americano: "The Danger of a Stranger", "Four Little Letters" e "Standard Lie Number One". Ao longo de sua carreira, ela lançou um total de 17 álbuns, e também expandiu seu talento para as telas e para o teatro musical.
Stella falou pela primeira vez sobre a morte da estrela dois dias depois da perda, e revelou que Dolly havia permitido que os médicos fizessem testes com "drogas experimentais", na esperança de que a pesquisa pudesse ajudar outras pessoas. "Minha irmã era uma das pessoas mais generosas, atenciosas e gentis que já conheci", escreveu.