Os herdeiros de Elvis Presley processaram a Anthropic, desenvolvedora de IA, exigindo US$ 41 milhões por violação de direitos autorais. A ação alega o uso não autorizado de 274 músicas, incluindo "Can't Help Falling in Love", para treinar o modelo Claude e pede julgamento por júri popular. A empresa nega as acusações e promete contestá-las na Justiça, enquanto já enfrenta outro processo bilionário movido pela Universal Music Group por infrações semelhantes.
A desenvolvedora de inteligência artificial Anthropic virou alvo de um novo processo judicial movido pelos representantes do patrimônio de Elvis Presley. A ação, protocolada no mês passado na Corte de Distrito do Norte da Califórnia, exige o pagamento de US$ 41 milhões (aproximadamente R$ 219 milhões) sob a alegação de uso não autorizado de 274 composições do músico para treinar sistemas tecnológicos.
Na petição, os gestores do espólio demandam US$ 149 mil por cada obra supostamente infringida e solicitam que a decisão final seja tomada por um júri popular. De acordo com informações veiculadas pelo jornal El País, o processo argumenta que o modelo Claude foi preparado para driblar barreiras legais e alterar dados originais de cadastro, afetando a proteção dos fonogramas no meio virtual e gerando ameaças contínuas ao mercado de entretenimento.
A lista de faixas incluídas na disputa reúne sucessos consagrados da carreira do cantor, destacando Can't Help Falling in Love e Return to Sender.
Por meio de um porta-voz oficial, a Anthropic afirmou refutar todas as acusações e assegurou que apresentará sua contestação em juízo. A batalha legal se soma a outro embate bilionário encarado pela companhia, que já responde a uma cobrança de US$ 3 bilhões impetrada pela Universal Music Group (UMG) por acusações equivalentes de uso indevido de catálogo.