Um ano após a morte de D'Angelo, seu irmão confirmou a produção de um álbum póstumo solo com seis faixas preliminares. O projeto, o primeiro de inéditas desde 2014, integra um vasto acervo deixado pelo astro do neo-soul, que inclui colaborações não lançadas com Michael Jackson e Mary J. Blige. A família do artista planeja ainda lançar discos de lados B e regravações no futuro. Título e data de estreia do novo trabalho de estúdio continuam indefinidos.
Um ano após a morte de D'Angelo, seu irmão mais velho, Luther Archer, confirmou o que muitos fãs aguardavam: um álbum póstumo está em preparação. O cantor morreu em 14 de outubro de 2025, aos 51 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas.
A confirmação do novo projeto veio em entrevista à rádio Kiss Richmond, onde Archer disse: "Temos um álbum chegando. Apenas ele. Sem colaborações. São seis faixas até agora. Mas temos um acervo inteiro de músicas que nunca foram lançadas. Estamos tentando definir o que vamos adicionar, o que vamos tirar". Archer é inventariante do espólio de D'Angelo.
O acervo vai além das seis faixas já selecionadas. Segundo Archer, há gravações inéditas com Mary J. Blige e Michael Jackson, embora ele não tenha esclarecido se os dois artistas participam da mesma faixa ou de projetos distintos. Além do álbum solo, a família considera lançar um disco de lados B e uma coleção de regravações, projetos que Archer incluiu entre os planos de "vários lançamentos no futuro". As novas versões ocupam um lugar especial na trajetória de D'Angelo, conhecido por suas interpretações profundamente pessoais de clássicos do soul e do funk americanos.
A confirmação foi precedida por outros anúncios. Em novembro de 2025, no tapete vermelho do Rock & Roll Hall of Fame — cerimônia em que D'Angelo recebeu uma homenagem póstuma, aceita por Luther Archer e pelo filho mais novo do cantor —, o produtor e amigo próximo Questlove disse a repórteres que havia músicas inéditas a caminho (via Complex). Ele descreveu o material como "o som de ontem, mas para o futuro". Antes da morte de D'Angelo, Raphael Saadiq também havia revelado que o cantor trabalhava em seis novas composições. Entre elas estava uma faixa gravada com Q-Tip, com Saadiq no baixo e ambos nos vocais de apoio.
O projeto será o quarto álbum de estúdio de D'Angelo e o primeiro com material inédito desde Black Messiah (2014), lançado 14 anos após Voodoo (2000). Ambos venceram o Grammy de Melhor Álbum de R&B. A estreia, Brown Sugar (1995), ajudou a estabelecer a linguagem do neo-soul antes mesmo de o termo se consolidar como categoria.
Até o momento, não foram divulgados o título, a data de lançamento nem a lista completa de faixas. Archer não antecipou prazos: por enquanto, há seis faixas selecionadas, um vasto acervo ainda inédito e planos de novos lançamentos além do primeiro álbum póstumo.