Fabio Lione fala à RS sobre saída do Angra, show no Manifesto e futuro

Cantor italiano, que retorna aos palcos em fevereiro, expõe à Rolling Stone Brasil discordâncias e chateações que o levaram a deixar banda de metal após 13 anos

22 jan 2026 - 10h49

Fabio Lione resolveu falar. Quase dois meses após o anúncio de sua saída do Angra, o vocalista italiano, integrante desde 2012, apresentou seu ponto de vista a respeito da atual situação da banda brasileira de power/progressive metal — sem deixar de abordar sua carreira, seja presente ou futuro.

O vocalista Fabio Lione durante show do Angra em São Paulo, 2025
O vocalista Fabio Lione durante show do Angra em São Paulo, 2025
Foto: Ellen Artie @ellenartie / Rolling Stone Brasil

O "Mago", como é chamado pelos fãs, retorna aos palcos dia 27 de fevereiro, para uma apresentação especial no Manifesto Bar, em São Paulo. Acompanhado de Johnny Moraes e Wagner Rodrigues nas guitarras, Fábio Carito no baixo, Leandro Freitas nos teclados e Marcus Dotta na bateria, Lione oferecerá ao público um setlist repleto de canções marcantes de sua carreira: Rhapsody of Fire, Angra, Kamelot, Vision Divine, entre outros. Há ingressos à venda no site Clube do Ingresso, com valores a partir de R$ 80.

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Em sua primeira entrevista a um veículo brasileiro desde a confirmação do rompimento com o Angra, o artista contou à Rolling Stone Brasil detalhes da apresentação de 27 de fevereiro. E, claro, não parou por aí. Além disso, ele:

  • Revelou discordar do direcionamento do Angra em relação a celebrar o passado muito mais do que olhar para o futuro;
  • Demonstrou chateação pelo guitarrista Rafael Bittencourt descrever sua saída com uma "verdade confortável";
  • Adiantou como será seu show de despedida do Angra no festival paulistano Bangers Open Air 2026, em 26 de abril, junto de ex e atuais integrantes;
  • Confirmou que passará o ano de 2026 na estrada, com uma série de shows no Brasil não apenas em fevereiro, mas em julho, agosto e outubro (neste último mês com orquestra);
  • Celebrou os shows especiais tocando músicas do Rhapsody of Fire com orquestra ao lado de Luca Turilli no México e Chile — embora tenha revelado que o guitarrista não esteja mais a fim de tocar power metal;
  • Admitiu pensar em fazer um álbum solo, mas de certo modo lamenta ter oferecido ao Angra tantas ideias criativas que agora serão "esquecidas" nos repertórios de shows.

Confira as declarações de Fabio Lione, em vídeo e em texto, a seguir. Na versão escrita, pequenas edições foram promovidas com objetivo de dar fluidez à leitura.

Entrevista com Fabio Lione

https://youtu.be/K9170NvCBJ8?si=EnPxkf33FzPRvuRg

Parte 1 — show no Manifesto

Sobre o show no Manifesto Bar, dia 27 de fevereiro:

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Fabio: Será um show diferente da Epic Tales Tour, porque, além da prioridade ao Rhapsody e ter algo de Angra, queremos tocar também músicas, por exemplo, do Vision Divine, Kamelot e Athena XIX. Não são muitos que conhecem o Athena e não é fácil de tocar. É uma banda progressiva de algo peculiar; técnica, mas com feeling. Muita banda toca progressivo muito bem, mas falta feeling, alma. E falamos ainda de tocar uma música do Labyrinth. Não dá para tocar tudo, senão seria um show de 4 ou 5 horas para tocar todas as músicas representativas de aproximadamente nove bandas.

Sobre a agenda de shows no início do ano, que conta com o show no Manifesto Bar e também uma parada no Santo Rock Bar, em Santo André (SP), dia 1º de março:

Fabio: Eu gostaria até de fazer mais shows nessa primeira etapa, mas temos a Epic Tales Tour entre julho e agosto, com 25 shows. Além disso, no começo do ano, teria minha turnê com orquestra que foi adiada [para outubro], o produtor da turnê pediu para adiar, creio que por questões familiares. No mais, ao todo, vou fazer uns 50 shows no Brasil só esse ano: essas duas primeiras datas em São Paulo e Santo André; o show com o Angra no Bangers (em abril); os 25 da Epic Tales; as datas com orquestra em outubro.

Lione está fazendo "shows demais"? O que ele pensa:

Fabio: Alguns produtores me falaram sobre ser um artista que no mesmo ano faz três turnês diferentes. Sempre pensei diferente, não me importa o que é convencional. Se um artista tem demanda para fazer 100 datas no mesmo país, isso significa algo, né? Não se deveria pensar que "um artista deve fazer no máximo 20 ou 30 shows no país". Depende do momento, do artista... se você tem demanda, significa que está funcionando. Pode ser que eu esteja errado, mas por que se limitar a fazer 20 shows no país se pode fazer 50? O que me impediria de fazer mais é que não faço sozinho: nem sempre os outros músicos estão disponíveis e nem todo mundo aguenta. Além disso, outro "problema" no momento são as colaborações em gravações. Em um mês e meio — entre dezembro e janeiro —, fiz 19 participações em músicas de 14 bandas, pois algumas pediram mais de uma faixa. Não aguento mais [risos]. Mas pelo menos faço o que gosto.

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Parte 2 — saída do Angra

Sobre o real motivo de sua saída do Angra, anteriormente explicado pelo guitarrista Rafael Bittencourt como "Fabio disse que quer se desvincular do compromisso porque o Angra estará em hiato e ele quer trabalhar":

Fabio: É complicado e ao mesmo tempo não é. Sinceramente, eu não queria falar muito desse assunto do Angra. O que o Rafa disse é verdade, mas aprendi após muitos anos no Brasil que: as pessoas sabem muito bem como falar algo de um jeito confortável para elas. Muitas vezes, muitas pessoas se esconderam nas minhas costas porque sabiam que eu falava mesmo, por ser mais direto, sincero, "jeito italiano". "Por que falar se você sabe que o Fabio vai falar?". Rafa preferiu fazer essa entrevista falando essa verdade que é verdade, mas uma verdade confortável para ele. É tipo: "não quero fazer ninguém ficar na banda, a banda está em hiato e ele quer sair". É uma maneira muito "quero passar como santo", sabe?

O que Fabio Lione sente ao pensar no legado que deixa com o Angra, com 13 anos de banda, três álbuns de estúdio lançados, além de trabalhos ao vivo e várias turnês que recuperaram o prestígio no exterior:

Fabio: É algo que dificilmente vou esquecer e dificilmente a galera vai esquecer. Foram muitos shows, três álbuns, três lançamentos ao vivo, sem contar o DVD no cruzeiro 70,000 Tons of Metal que a banda não lançou por causa do barulho do vento no áudio da gravação, mas esse material existe. Sei que parece que eu falo para criar polêmica, mas não, falo porque gosto de falar a verdade: essa banda tem 34 anos de história. Por que o Rafael não conta isso? A banda comemorou em turnê os 20 anos de Angels Cry... com o italiano. Os 20 anos de Holy Land... com o gringo. Os 20 anos de Rebirth na afinação original — a banda não tocava o álbum Rebirth na afinação original nem na própria turnê desse álbum — com o Fabio. Os 20 anos de Temple of Shadows na afinação original com o Fabio. Eu talvez deveria falar desse jeito, sabe? A história dessa banda é engraçada, porque tenho a sensação de que os caras sempre têm que diminuir o trabalho de alguém. Tipo, diminuir um pouco o trabalho de Andre Matos [vocalista original que saiu em 1999 e faleceu em 2019]. Cara, se não existisse Andre Matos… aí diminuir um pouco o trabalho de Fabio. Cara, a banda estava perdida. Estava f#dida. Eu procurei o Sweden Rock Festival [conceituado festival sueco] para a banda [em 2023]. A empolgação na Europa foi superior. A banda chegou a fazer uma turnê gigante nos Estados Unidos e Canadá [em 2018]. Fizemos uns 300 a 500 shows no Brasil, não sei. No Japão fizemos shows lotados. Quando ainda estávamos com o Kiko [até 2015], o empresário procurou festivais muito bons como Hellfest, Wacken, Masters of Rock na República Tcheca. A banda reconquistou prestígio no exterior. Além disso, criamos, na minha opinião, três álbuns muito legais: metade do Secret Garden é fenomenal, Omni é muito bom e o Cycles of Pain para mim está no top 4 do Angra. Para mim, o top 4 é Holy Land, Temple of Shadows, Cycles of Pain e Rebirth. Não é opinião pessoal; é algo objetivo. Não tem comparação. Angra nunca fez álbum ruim, mas esses quatro são outro nível.

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Então, o engraçado é isso. Tenho essa sensação estranha, porque ele [Rafael] fala em "contribuição"... cara, você comemorou praticamente os melhores álbuns da banda comigo. Gravou um dos melhores álbuns comigo. Fez a maioria dos shows comigo, ou pelo menos a turnê mais extensa. Lembro de ter feito doze shows seguidos sem dia de descanso — e comigo a formação tocava pelo menos 2 horas por show, chegávamos a 2 horas e 25 minutos às vezes. Não é um show de 1 hora e meia em afinação diferente. Lembro de uma turnê com oito shows seguidos, sem dia de descanso, e já chegamos a doze. Não acho que seja tão fácil fazer isso. No mais, foi uma experiência incrível que mudou minha vida. Conheci o Brasil, aprendi a falar português escutando as pessoas falarem. Uma cultura diferente. Tenho mais amigos no Brasil agora que na Itália, para ser sincero. O amor que tenho pela banda é gigante.

As ressalvas de Fabio Lione em relação à sua época no Angra:

Fabio: Talvez eu só não aprove todas as escolhas dos caras. Gostaria mais que a banda estivesse sempre no agora. Preferiria uma banda olhando um pouco mais no futuro. Isso não significa que o Angra não olhou, porque Cycles of Pain foi um trabalho arriscado, tentamos não copiar o passado, finalmente me deixaram… compus oito linhas vocais e ajudei o Rafa em cinco letras. Secret Garden foram cinco músicas com a minha contribuição; no Omni, mais ou menos, sete; no Cycles of Pain, nove. Sei que uma parte dos fãs pode não gostar muito porque é progressivo, mas acho que não dá para tocar música do mesmo jeito de 30 anos atrás, com a bateria que parece de computador [nota: neste momento, Fabio imita sons robóticos de bateria e guitarra, característicos do power metal clássico]. Uma ou duas músicas pode até ser, depois vai cansar. E objetivamente, realisticamente, em 2026, com a música moderna, produção moderna, som moderno… não dá. Não pra fazer guitarrinha de videogame.

O que esperar do futuro do Angra:

Fabio: Sinceramente, não sei o futuro da banda. Espero o melhor. Quando você me falou da entrevista do Rafael, ele fala: "estamos em hiato, vou fazer o Bangers e depois hiato". Meio complicado se depois fizer uma turnê de 30 anos do Holy Land — meu achismo —, né? Não tenho nada contra o Rafa e contra os caras, mas uma banda precisa olhar para o futuro. Comigo já comemoraram 20 anos do Angels Cry, do Holy Land, do Rebirth, do Temple of Shadows... teremos que comemorar o passado sempre? Caramba. Por um lado, gosto muito, porque o brasileiro gosta muito de comemoração. Mas a banda tem que fazer algo novo, surpreender, manter viva a atenção dos fãs. Se tem somente como planos um hiato e, não sei, uma possível comemoração de 30 anos do Holy Land, acho o prato um pouco vazio. Mas é meu achismo. Não acho que a banda vá comemorar 30 anos do Fireworks — e também não entendo o porquê, pois gosto do álbum, acho f#da, mas entendo que a recepção não foi tão boa como Holy Land, Rebirth, Cycles of Pain ou Temple of Shadows. Entendo isso.

Parte 3 — o show especial no Bangers

O que o motivou a manter sua participação no show no Bangers Open Air, com atuais e ex-integrantes:

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Fabio: Bangers é o último dos meus problemas no momento. De todos os shows e de tudo o que penso, o menos importante para mim — e pode ser que seja o mais importante para eles — é o Bangers. Farei por amor à banda, por amor aos fãs, por amor ao Brasil. Tenho que fazer isso pela história dessa banda linda, maravilhosa, e também porque eu sou o vocalista que fiquei mais tempo na banda. Seria muito feio o vocalista que passou mais tempo na banda não fazer parte desse festival.

A saudade de Andre Matos, vocalista original e seu amigo pessoal, falecido em 2019:

Fabio: Eu esperava que o Andre pudesse cantar comigo [em algum show especial como o do Bangers]. Fui o último cara do Angra a falar com ele, dois meses antes de ele falecer, durante uma participação com o Soulspell. Andre me contou que aceitaria fazer no máximo quatro shows com o Angra, se reunindo, e o Kiko [Loureiro, guitarrista] precisaria estar. Só que o Kiko ainda estava no Megadeth e não era tão fácil. A ideia dele era: Andre, Fabio, Kiko e demais membros. Falei para Rafael e para Felipe [Andreoli, baixista] dessa possibilidade. Existia essa chance. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu. Agora, vamos fazer esse show no Bangers que é muito legal, mas claro que não é o que poderia ser.

O formato do show do Bangers, homenageando as três fases da banda [eras Andre Matos, Edu Falaschi e Fabio Lione]:

Fabio: Teremos o Alírio Netto, meu querido amigo, fazendo a parte do Andre Matos. Fui eu quem dei a ideia de fazer três fases do Angra com três vocalistas. Nas conversas, trouxe essa hipótese, aí a galera achou que funcionaria: e se são três eras, precisaria de três vocalistas. Sei que o show será dividido em três etapas. A primeira será a fase "Nova Era" [com Edu Falaschi e o baterista Aquiles Priester] durando mais ou menos 50 minutos a uma hora. A segunda etapa, mesmo tempo, com eu e Alírio cantando as músicas de outras fases. E no final, 20 minutos, mais ou menos, todo mundo estará no palco para cantar algo junto. Espero que a galera goste.

Parte 4 — próximos planos

Sobre os dois shows no Chile e um show no México, em junho, tocando músicas do Rhapsody of Fire com orquestra ao lado do guitarrista Luca Turilli — e a possibilidade de trazer o antigo colega para o Brasil:

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Fabio: Conversamos de possivelmente fazer mais um show no final de 2026, mas não tenho certeza. Certamente não continuaremos em junho. Eu já tenho uma turnê solo com orquestra remarcada [para outubro]. Por outro lado, além de Brasil, faltaria Costa Rica, Argentina, Colômbia... acho que precisamos pensar em uma segunda etapa e incluir quatro ou cinco países a mais. Minha química com Luca é sempre incrível. Rhapsody é uma das bandas que mais combina com orquestra. É a primeira vez que toco com orquestra junto de algum músico do Rhapsody. Inclusive, Luca também aceitou por esse motivo. Ele não quer fazer muitos shows, não quer tocar heavy metal — e, principalmente, não gosta mais de power metal. Porém, o fato de fazermos um show com orquestra é tão único que isso o empolgou. Acho que precisamos fazer pelo menos um show no Brasil.

Sobre a nova etapa da turnê Epic Tales, entre julho e agosto, percorrendo 25 cidades do Brasil — incluindo locais que não recebem tantos shows grandes de heavy metal:

Fabio: Gostei muito da primeira Epic Tales [em 2025 no mesmo formato]. Nem todos os shows foram gigantes, mas foi legal e não me lembro de nenhum show vazio. Significa não apenas que a turnê funcionou, mas que o legado que construí com todas as minhas bandas existe. Acho muito difícil para outro artista que não seja brasileiro conseguir realizar 25 shows no Brasil. Significa que a galera no Brasil curtiu a Era do Mago [no Angra] e o trabalho feito no passado com o Rhapsody e outras bandas.

Sobre o fato de o Angra ter feito tantas turnês comemorativas de álbuns antigos no período em que Fabio Lione esteve na banda — e como isso pode ter atrapalhado para consolidar as músicas de seus três álbuns no imaginário dos fãs:

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Fabio: Ainda levará um tempo para as músicas da minha fase virarem um pouco clássicas. Músicas como "Tide of Changes", "Newborn Me", "Ride into the Storm", "Storm of Emotions"… essa questão das turnês comemorativas de álbuns antigos foi uma parte das conversas que tivemos nesses anos. Eu, banda, empresário... entendo a importância do passado, mas o futuro também tem importância. Fazer a turnê do Cycles of Pain misturado com turnê do acústico e misturado com a turnê dos 20 anos de Temple of Shadows... você perde o foco das novas composições. Por isso precisará de mais tempo para assimilar essas músicas. Ainda mais Cycles of Pain, um álbum complexo, difícil de tocar. Temple of Shadows é tecnicamente muito complicado de tocar, mas Cycles of Pain não fica muito longe. Além disso, cantei do meu jeito, com variedade vocal. Mas enfim... as músicas estão lá. Não estão perdidas. Os fãs sempre vão escutar, aprender e adorar. Eu espero.

Sobre a possibilidade de gravar um álbum solo:

Fabio: Gostaria de fazer. Mas serei sincero: estou um pouco cansado. Sempre aconteceu de uma banda me chamar, então nunca consegui lançar um álbum solo. Escrevi 24 letras para o Rhapsody. Vision Divine tem 45 linhas vocais minhas. O Angra tem 24. As pessoas precisam saber disso, né? Melodias vocais quase completas de 24 músicas, além de ter ajudado nas letras de 10 músicas do Angra. Estou feliz e não estou feliz com isso, porque eu já poderia ter lançado três ou quatro álbuns solo facilmente e aí, falando a verdade, tem uma banda com músicas como "Ride into the Storm", "Cycles of Pain", "Dead Man on Display", mas que nem irá tocar essas músicas. Provavelmente nem irá tocar boa parte das músicas que ajudei a compor, porque irá comemorar o passado. Acho muito difícil que o novo vocalista cante "Tears of Blood", ou render justiça a "Ride into the Storm", ou cantar "Cycles of Pain", que não é uma balada normal — nela tem duas notas no segundo verso que vou na outra oitava abaixo. Se você não é Geoff Tate (Queensrÿche) ou Roy Khan (Kamelot), você não chega nessas notas. Como muitos não chegavam nos agudos do Andre. Enfim, penso no álbum solo, mas quero fazer algo de qualidade.

Sobre a proposta que Fabio Lione relatou anteriormente ter recebido de uma "grande banda de metal".

Fabio: Comecei a conversar há 11 meses com o cara dessa banda, ele escreveu para mim, mas não sei o que vai acontecer. O cara aparece e desaparece. Passa um mês e eu falo: "e então?". Mas seria interessante. Se acontecer, bem. Se não, tenho bastante coisa para trabalhar no momento.

+++ LEIA MAIS: 5 descobertas sobre o futuro do Angra, reveladas por Rafael Bittencourt

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