"Chama na chincha": o reggae que molda a identidade das periferias de Maceió e inspirou "Estiga Perifa"

Disco de Boby CH celebra a cultura do reggae alagoano por meio da realidade periférica do estado

4 ago 2026 - 21h13

"As melhores discotecas para mim são a Scorpion e a Reggae Night". O relato da canção "Melô do Jaçaman", do disco Estiga Perifa (2015), do musicista alagoano Boby CH,não conta apenas uma experiência unilateral, mas uma vivência atravessada por gerações nas periferias de Maceió, capital de Alagoas.

Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

Bairros como Chã da Jaqueira, Jacintinho e Vergel do Lago são marcados pelas notas melódicas do reggae, um dos principais gêneros musicais nas comunidades periféricas alagoanas desde os anos 70, quando começaram a tocar em discotecas da região. Décadas depois, o ritmo se tornou parte essencial da rotina dos moradores - seja em escolas, lojas ou residências.

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É a partir destas vivências que o músico decidiu fazer Estiga Perifa como um resultado das memórias coletivas, das afetividades,  das denúncias contra violência e, essencialmente, o ode à cultura periférica do estado.

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