Bryan Behr lança álbum independente: "Nunca estive tão feliz com a minha carreira" (ENTREVISTA)

"Bela Vista, 133" é o primeiro álbum de Bryan Behr após sair da Universal Music. Disco conta com 12 faixas e reflete sua mudança de cidade. O post Bryan Behr lança álbum independente: "Nunca estive tão feliz com a minha carreira" (ENTREVISTA) apareceu primeiro em POPline.

30 jul 2026 - 21h07

Bryan Behr vive uma nova fase de sua carreira. Depois de seis álbuns com a Universal Music, entre estúdio, ao vivo e acústicos, o cantor lança seu novo trabalho de forma independente. "Tanto eu quanto eles sabíamos que queríamos trilhar caminhos diferentes. Isso foi ficando claro", ele conta ao POPline. Mas houve também uma mudança na vida pessoal: Bryan trocou São Paulo por Santa Catarina. O álbum "Bela Vista, 133" é uma despedida de seu apartamento na capital paulista e um retrato deste momento de transição.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Foto: Popline

"Acho que hoje, mais do que nunca, eu tô muito de encontro com a minha música e com as coisas que eu acredito, com as coisas que eu gosto. Eu nunca estive tão feliz com a minha própria carreira. Então está sendo uma fase de muito aprendizado, ao mesmo tempo de muita liberdade criativa", o cantor conta em entrevista por videochamada.

Publicidade

"Bela Vista, 133" traz 12 faixas autorais. A tracklist começa com "Concreto, Ferro e Saudade", sobre a despedida de São Paulo, e termina com "Volto Logo", que Bryan escreveu para a mãe. "E simbolicamente representa esse retorno também. Não estou voltando para minha cidade natal, mas para Florianópolis. É o mesmo estado", comenta. Ele admite: teve dificuldade de se adaptar em uma cidade tão grande.

"Eu não faria nada que inviabilizasse minha música no mundo. Não sairia de São Paulo se entendesse que minha música sairia perdendo. E acho que não é esse o caso. Acho que, de certa forma, também trilhava uma carreira independente, mesmo dentro de uma gravadora. Sempre gostei de entender como as coisas funcionavam e estar à frente das escolhas da minha própria carreira. E eu estava precisando de um lugar que tivesse um tempo mais parecido com o meu. São Paulo não tem um tempo muito parecido com o meu. Florianópolis já tem. Eu precisava de um lugar para descansar, me entender e me sentir um pouco mais em casa", avalia.

POPLINE - O álbum tem uma música intitulada "Pra Onde Eu Devo Ir". É sobre essa mudança?

BRYAN BEHR - "Pra Onde Eu Devo Ir" surgiu depois de uma sessão de terapia, inclusive em uma dessas sessões eu fui atravessado pela pergunta "o que é casa pra mim". Buscar essa resposta me deu esse álbum de presente, me deu essa mudança, me deu novos ares, porque "Pra Onde Eu Devo Ir", ela mesmo diz: "se tudo está onde deveria estar, então pra onde eu devo ir?". Sinto que é uma coisa da minha geração, os meus amigos, as pessoas que convivem comigo, todos estão em busca de um jeito mais saudável de trabalhar, mais humano, mais justo, sabe? Então isso ficou na minha cabeça enquanto eu escrevia as músicas e quando eu cheguei em "Quando Me Ver Passar", fez sentido isso como a trilha sonora de um momento da minha vida, um álbum mesmo. Ele começou a nascer nessa música e as outras começaram a vir. Não foi a primeira e nem foi a última, mas com "Quando Me Ver Passar" eu senti que era um álbum. E "Pra Onde Eu Devo Ir" retrata isso, essas tantas conversas que eu tenho com a minha terapeuta falando sobre vida, sobre carreira, sobre futuro, sobre passado, então acho que nada mais justo do que ela estar presente no álbum também, já que essas próprias sessões me deram de presente a construção criativa inteira desse álbum.

POPLINE - Você falou sobre essa sua dificuldade de se adaptar em São Paulo, que é uma impressão que eu tinha de fora: Bryan não combina com São Paulo. Suas músicas têm uma pegada praiana, quase como um escape para as grandes metrópoles. O que tem de São Paulo nas suas músicas?

BRYAN BEHR - Ouço muito isso. As músicas têm os amigos que gravaram junto comigo. Eu acho que foram a coisa mais preciosa que a cidade me deu: pessoas que eu fui conhecendo e experimentando fazer música junto. O álbum inteiro foi praticamente gravado por mim e pelo Flávio, mas a gente queria trazer essas outras pessoas, então a gente trouxe os amigos mais para perto, tanto para colaborar na gravação como instrumentistas ou outros amigos que trabalhavam com a parte visual que também entraram junto com a gente e colaboraram para o álbum acontecer.

Publicidade
(Foto: Fabi Oliveira)
Foto: Popline

POPLINE - É verdade que todas as músicas vão ganhar clipes?

BRYAN BEHR - Sim. Eles têm essa narrativa da mudança. Eles foram gravados em lugares simbólicos para a minha vida, lugares que foram casa também, como na praia onde eu passei minha infância, na estrada que eu aprendi a dirigir com a minha mãe. Todos os clipes têm essa simbologia e são representados por essa coisa de levar nossa casa para todos os lugares por uma casinha, física mesmo, que representa o "Bela Vista, 133", o apartamento que é branco com janelas e portas azuis. Então tem seis clipes que a gente gravou dentro desse apartamento e outros seis clipes a gente gravou no sul com essa casa junto para trazer ludicamente essa ideia.

POPLINE - Isso não fica muito caro?

BRYAN BEHR - Sim, é caro, mas quando você faz com seus amigos e todo mundo quer somar, esses valores mudam muito de perspectiva. Então eu tentei olhar, por mais que todo o dinheiro investido no projeto fosse um dinheiro meu, sendo uma carreira independente, como eu te falei no começo, eu vou fazer sempre de tudo para viabilizar minha música no mundo e eu olho para o que as músicas pedem. Se elas pediam também, desde a ideia da concepção da composição até o visual, que essa ideia fosse reforçada, isso precisaria acontecer, sabe?

POPLINE - Você ganha muito dinheiro com o viral do "A Vida É Boa Com Você"?

BRYAN BEHR - Sim, até hoje. É uma música que atravessou e atravessa até hoje muitas pessoas. Isso eu acho muito bonito, porque eu estava acostumado, na época, a ver músicas acontecendo digitalmente, principalmente em meio à pandemia, e sumindo depois. Eu fico feliz porque até hoje eu vejo essa música tocando, até hoje eu recebo vídeo dessa música sendo trilha sonora na vida das pessoas, e fico feliz porque ela levou todas as outras músicas junto. Quando a gente está no show, isso é muito visível, porque existem as pessoas que estão ali, que gostam da música, só que parece sempre que ela é uma porta de entrada para o resto do repertório, né? Ela é como um convite, então isso me deixa muito feliz também.

POPLINE - O "Bela Vista, 133" vai dar origem a uma turnê nova?

BRYAN BEHR - Sim. A gente não tem as datas ainda, e eu não consigo falar muito sobre isso, só que a gente com certeza vai ter shows do "Bela Vista, 133″ ainda esse ano. Ah, ainda esse ano.

Publicidade
(Foto: Victor Michelatto)
Foto: Popline

POPLINE - Já está pensando no repertório? Agora você tem vários álbuns.

BRYAN BEHR - É, então eu acho que é sempre um desafio você sair do show e tocar todas as músicas que as pessoas querem ouvir, porque a gente sempre fica devendo. Não tem como. Depois, no Meet & Greet, que a gente sempre se encontra para conversar, para se abraçar, para trocar ideia, eu sempre fico devendo uma música ou outra, mas ontem a gente teve uma audição aqui em São Paulo com os fãs, e foi a primeira vez que eu vi eles assistindo e ouvindo o "Bela Vista, 133". Eu estava ansioso para saber, por que eu sou assim com os artistas que eu gosto? Às vezes eu gosto de um álbum específico, às vezes não ouço tantos lançamentos, sou mais apegado naquelas músicas, mas acho que o que eu construí junto com as pessoas que me acompanham é tão legal que eles estão sempre querendo descobrir a coisa que vem depois, o novo álbum, a nova música, a nova turnê, e eu fiquei muito feliz porque eles amaram. Então tenho certeza que o repertório do "Bela, Vista 133" vai ter muitas músicas do show, vai ter muitas músicas do álbum, mas também, obviamente, vai ter muitas músicas dessas que as pessoas já gostam de ouvir também.

POPLINE - Qual a sua aposta de sucesso para este álbum?

BRYAN BEHR - Olha, eu sempre erro. A música que eu aponto, eu sempre erro. Nunca é a mais ouvida. Mas eu tenho dias e dias, hoje eu estou muito apegado com o "Pegar Pela Mão", por exemplo, mas ontem era "Espada Cega". Acho que, através da ótica de um artista independente, quando a gente olha para a música de trabalho, a gente às vezes comete o erro de escolher uma música que a gente entenda como mais comercial ou coisa do tipo. Mas "A Vida É Boa Com Você" era uma música lado C para mim. Era uma música que eu não entendia nem se tinha refrão direito antes dela ir para o estúdio. Então acho que isso não está muito na minha mão. Parei de escolher depois de um tempo, por errar tanto também. Mas se fosse para eu responder qual que eu mais gosto e me identifico hoje do álbum, acho que seria "Quem me viu, quem me vê", de preferida mesmo, do coração, sabe?

O post Bryan Behr lança álbum independente: "Nunca estive tão feliz com a minha carreira" (ENTREVISTA) apareceu primeiro em POPline.

Popline
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações