No retorno do Rush aos palcos após mais de uma década, Alex Lifeson e Geddy Lee revelaram que "A Farewell to Kings", fora do repertório desde 1979, foi a faixa mais difícil de reaprender. A complexidade estrutural e as variações rítmicas exigiram intenso trabalho dos músicos. O desafio foi ainda maior para Lifeson devido à artrite psoriática, que afeta suas mãos, exigindo grande esforço e dedicação para executar os arranjos clássicos com a precisão e delicadeza originais.
O Rush está novamente na estrada após mais de uma década afastado dos palcos. É normal para qualquer músico ter dificuldade de aprender novamente seu material, especialmente uma obra complexa como a da banda canadense. Mas para Alex Lifeson, uma música em particular foi um desafio.
Em entrevista ao canal de YouTube da Rolling Stone (via Guitar.com), o guitarrista abordou a decisão de a banda voltar a tocar "A Farewell to Kings", faixa-título do álbum de 1977 do Rush que não era apresentada ao vivo desde 1979. Segundo Lifeson, a motivação foi ambição:
"A gente queria ser melhor que nunca. Não apenas sermos tão bons quanto éramos e nos desafiar com músicas que não tocamos há muito tempo. Todas foram um desafio após 11 anos, de qualquer jeito, mas ressuscitar 'A Farewell to Kings', isso exigiu muito trabalho."
https://www.youtube.com/watch?v=eV-5iNu6Sd8
Na mesma conversa, Geddy Lee complementou o companheiro. O cantor e baixista entrou em detalhes das dificuldades inerentes à composição
"Foi a música mais difícil de aprender porque é insana. É estruturalmente estranha. Cada parte é difícil de tocar por si própria. Aí quando você junta tudo… desde o começo. Parece fácil, mas não é. Você começa a introdução e ela fica mudando. Na introdução e no outro, batidas são adicionadas, retiradas e você precisa lembrar a ordem em que isso ocorre. Aí chega no riff de abertura. É um riff muito complicado para um guitarrista tocar."
Dificuldades de Alex Lifeson
Lifeson ecoou a avaliação de Lee, especialmente dada sua condição atual. Um dos motivos para a aposentadoria do Rush dos palcos em 2015 foi ele ter desenvolvido um quadro de artrite psoriática, que afeta seus movimentos na mão e causa dor. Entretanto, o guitarrista fez o trabalho necessário para conseguir tocar novamente:
"É, eu realmente tive dificuldades com isso. Eu toco música clássica há muito tempo, mas realmente tive dificuldades. Minhas mãos não funcionam como antes. Eu trabalho muito para que elas cheguem a esse nível e até agora, eu acho que tem dado certo. Mas tocar aquilo, como o Ged disse, tocar de uma forma bem suave e delicada, que é como está na gravação, enquanto você ainda tem outra guitarra pendurada no pescoço dolorido, exige muita ginástica para conseguir fazer tudo."