A rotina de uma grande turnê mundial costuma ser exaustiva, repleta de deslocamentos longos, esperas em aeroportos e hotéis. No caso do Guns N' Roses, de acordo com Slash, a dinâmica é exatamente a seguinte: a banda passa boa parte do tempo reclamando das viagens. No entanto, o cenário muda completamente no momento de subir ao palco.
Em entrevista à rádio nova-iorquina Q104.3 (via Guitar.com), o guitarrista revelou que o grupo passa cerca de 21 horas do dia "resmungando e reclamando" do cansaço do deslocamento. A mágica simplesmente acontece quando chega a hora da apresentação.
Slash explica:
"Somos uma daquelas bandas que existem há muito tempo, mas que realmente amam o que fazem. Passamos a maior parte do tempo resmungando sobre as viagens até chegarmos ao local do show; aí finalmente podemos nos soltar e, sabe, é isso que esperamos ansiosamente durante 21 horas do dia."
Essa disposição para enfrentar a estrada tem sido testada em grande escala nos últimos tempos. Por exemplo: na turnê Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things Tour, realizada ao longo de 2025, o Guns N' Roses percorreu quatro continentes (Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul).
A banda tocou em dezenas de países — desde Coreia do Sul e Japão até Emirados Árabes e Índia, passando por Alemanha, Inglaterra, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil.
Foram mais de 40 datas e um público total que ultrapassou 1,3 milhão de fãs. Em vez de seguir uma lista engessada, o Guns N' Roses costuma fazer variações no catálogo de cerca de 50 músicas prontas para execução, definindo apenas a abertura, o encerramento e os pilares principais de cada noite, segundo Slash:
"Na verdade, não temos o que se chama de setlist fixo. Temos uma música de abertura, uma de encerramento e várias músicas essenciais que vamos tocar. E, entre elas, misturamos muita coisa."
Novas músicas do Guns N' Roses
Além da maratona nos palcos, Slash revelou que o grupo tem aproveitado para compor novas músicas, visando a um futuro sucessor para o álbum Chinese Democracy (2008).
O guitarrista disse à Rolling Stone Australia:
"Há muita composição acontecendo com o Guns. Veremos se conseguimos começar a estruturar algumas coisas e entrar em estúdio."