Justiça bate o martelo em processo das filhas de Manoel Carlos contra Globo

Ação questionava transparência nos pagamentos por reprises e licenciamento das novelas

11 mar 2026 - 09h39

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o arquivamento do processo movido pelas filhas do novelista Manoel Carlos contra a Globo. A ação questionava a falta de transparência nos pagamentos relacionados às obras do autor, especialmente reprises e licenciamentos de novelas.

Justiça encerra processo movido pelas filhas de Manoel Carlos contra a Globo sobre direitos de novelas
Justiça encerra processo movido pelas filhas de Manoel Carlos contra a Globo sobre direitos de novelas
Foto: TV GLOBO / João Miguel Júnior / Famosos e Celebridades

Segundo informações do processo, a emissora apresentou documentos com a prestação de contas solicitada, o que levou ao encerramento da disputa judicial.

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O que aconteceu

A ação havia sido aberta em setembro de 2025 e buscava acesso detalhado aos valores pagos à família pelas obras escritas por Manoel Carlos.

O processo foi movido pela empresa Boa Palavra, criada pela atriz Júlia Almeida, filha do novelista, responsável por administrar os direitos e o legado do autor.

Na ação, a empresa alegava não ter acesso claro aos valores pagos pela Globo referentes às produções exibidas ao longo dos anos.

Com a apresentação dos documentos solicitados pela Justiça, a emissora informou que havia cumprido as determinações do processo, o que resultou no arquivamento do caso.

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Filhas pediam transparência na prestação de contas

A principal reclamação da família era a falta de transparência na prestação de contas sobre reprises, reexibições e licenciamento internacional das novelas.

De acordo com a ação, a empresa responsável pelo espólio afirmava não saber exatamente quanto recebia pelos direitos das produções exibidas pela Globo.

Por isso, as filhas pediam acesso detalhado aos pagamentos relacionados às obras criadas pelo autor.

Globo apresentou documentação dos pagamentos

Em fevereiro, cerca de um mês após a morte de Manoel Carlos, a Globo apresentou um documento com informações sobre os valores pagos pelas obras.

O relatório incluía pagamentos relacionados a reprises, reexibições e licenciamentos de novelas escritas pelo autor.

Entre os pontos citados está a produção de um remake da novela Páginas da Vida (2006) em Portugal, com acordo para que Manoel Carlos fosse creditado como autor da obra original.

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Nos últimos anos, as filhas do escritor, Júlia Almeida e Maria Carolina, chegaram a afirmar que a emissora não teria sido justa com o novelista na fase final de sua carreira.

A avaliação ganhou força após discussões sobre audiência de reprises e a forma como homenagens ao autor foram conduzidas pela emissora.

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