Mila Seidl, viúva do influenciador de aviação Lito Sousa, detalhou os últimos dias do marido, morto aos 59 anos por pneumonia. Consciente até o fim, ele sofreu com a perda progressiva dos movimentos e da capacidade de deglutição, sentindo-se aprisionado no próprio corpo. Respeitando o testamento vital de Lito, a família recusou a intubação e o suporte artificial de vida, optando por cuidados paliativos. Ele faleceu ao som de Duran Duran, acompanhado por amigos próximos e pela equipe médica.
Os últimos dias de Lito Sousa foram marcados pelo avanço de uma doença que comprometeu progressivamente seus movimentos e funções básicas. O influenciador de aviação morreu no início de outubro, aos 59 anos, em decorrência de uma pneumonia, segundo relato de sua viúva, Mila Seidl, de 41 anos. Ao recordar o período final, ela explicou que o marido perdeu a capacidade de movimentar braços, pernas, pescoço e cabeça, além de deixar de conseguir sustentar o próprio tronco. A condição também dificultou a alimentação, já que ele passou a ter problemas para engolir até mesmo a saliva e precisou receber nutrientes por uma sonda.
Apesar das limitações físicas, Mila afirmou que o marido permaneceu consciente e com suas capacidades cognitivas preservadas até o fim. Na avaliação dela, a doença provocou uma espécie de aprisionamento do influenciador no próprio corpo. Antes de morrer, Lito havia organizado um testamento e registrado suas vontades, deixando claro que não desejava ser intubado nem mantido artificialmente em estado vegetativo. Quando desenvolveu pneumonia, recebeu antibióticos, mas não apresentou melhora. Com a queda da oxigenação, a equipe médica considerou necessário oferecer suporte respiratório mais intenso, o que levantou o dilema de respeitar as decisões documentadas pelo paciente.
Viúva relata decisão difícil de respeitar a vontade do marido
A recusa à intubação foi um dos momentos mais dolorosos para Mila, que chegou a conversar com os médicos antes de aceitar a decisão. Ela explicou que o procedimento poderia prolongar a vida biologicamente, mas não recuperaria as condições que o marido havia manifestado desejar. "Naquela situação dele não tinha como reverter. Então seria como manter ele vivo artificialmente. Ele ficaria com sonda, com tubo, sedado, mas não estaria aqui. E isso era uma situação que ele não queria", relatou. Lito permaneceu quase 72 horas sob cuidados paliativos. Nesse período, a viúva também começou a preparar um vídeo de despedida, atendendo a um pedido dele: "Eu quero que você comunique as pessoas de uma forma bonita. Não quero que apareça você chorando".
Amigo acompanhou os últimos instantes do influenciador
Embora tenha permanecido ao lado do marido durante quase todo o período, Mila não conseguiu acompanhá-lo nos minutos finais. "Eu não dei conta de ficar. Eu fiquei o tempo inteiro, mas no final, não consegui", contou. Lito estava acompanhado de Mauro, amigo próximo e também piloto, além de Fernanda Cieri, médica e amiga da família. Para aquele momento, foi preparada uma seleção de músicas apreciadas pelo influenciador. Quando ele morreu, tocava "Ordinary World", sucesso da banda Duran Duran.