Após apagar o primeiro episódio do reality As Patroas diante da repercussão negativa, Viih Tube decidiu dar continuidade ao projeto e antecipou a publicação do segundo capítulo da série. A influenciadora também se pronunciou pela primeira vez sobre a investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), afirmando que a proposta foi mal interpretada pelo público.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, a influenciadora disse estar surpresa com a dimensão da polêmica e explicou que a ideia era provocar reflexões sobre as condições de trabalho e a escala 6 x 1.
"Estou mega assiustada com a proporção que isso tomou. A intenção era chamar a atenção. Antecipei o segundo episódio para vocês entenderem. Porque era tudo combinado. A gente achava que esse intervalo de 72 horas entre episódios era para as pessoas acharem estranho algumas coisas que aconteceram no primeiro. Só que foi muito pior do que a gente imaginava a situação. Estamos trazendo uma crítica social contra a escala 6 x 1", disse no vídeo, que foi retirado do ar, junto com o perfil da influenciadora, na noite desta quinta-feira.
O reality, criado por Viih Tube e pelo marido, Eliezer, passou a ser investigado logo após mostrar a primeira prova da competição entre 11 funcionários do casal. No primeiro episódio, eram prometidos prêmios como dinheiro e dia de folga aos participantes. Além disso, foi avisado que quem faltasse às gravações poderia ser eliminado, ainda que a ausência ocorresse em um dia de descanso.
Uma das provas também gerou críticas nas redes sociais. Os participantes precisavam encontrar moedas de plástico espalhadas pela casa, incluindo peças colocadas dentro do vaso sanitário e no lixo do banheiro.
Diante da repercussão, o casal lançou um novo episódio, intitulado "Lavação de roupa suja", no qual promove uma roda de conversa com as funcionárias. Durante a gravação, elas relatam experiências de abusos e situações de abusos vividos em antigos empregos.
"Nesse episódio, a gente trouxe duas críticas sociais: a precarização do trabalho, que foi o que a gente mostrou no primeiro episódio, e a luta pelo fim da escala 6 por 1. A nossa intenção era chamar a atenção para isso. Nós somos contra essa escala", declarou.
"Vou dar satisfações aqui porque sei do risco. A gente sabia desde o início o que poderia acontecer por fazer um reality show com pessoas do trabalho. De toda forma, o Ministério Público pode fazer uma fiscalização. É direito deles. Porque realmente pode misturar as coisas", disse.
Viih ainda explicou que os funcionários receberam uma contratação específica para participar da produção audiovisual.