Thais Carla passou a ser envolvida em uma investigação iniciada na Bahia após uma denúncia apresentada em 2024 relacionada à divulgação de plataformas de jogos de azar em suas redes sociais. A informação foi divulgada pela coluna Fábia Oliveira do Metrópoles, que revelou detalhes do procedimento policial. O caso buscava verificar se as publicidades poderiam caracterizar contravenção relacionada à exploração de jogos de azar ou eventual crime de estelionato. Durante a apuração, a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) analisou as campanhas feitas pela influenciadora e as circunstâncias em que elas ocorreram.
Em relatório concluído em 26 de junho, a polícia apontou que Thais Carla havia promovido duas plataformas diferentes. Uma delas possuía autorização regular para funcionar, enquanto a outra teria sido divulgada antes da entrada em vigor de uma portaria que estabeleceu novas limitações administrativas para a publicidade de jogos online. Segundo a análise da DRCC, entretanto, esse contexto não seria suficiente para caracterizar uma conduta criminosa. A autoridade policial também não encontrou elementos que indicassem a prática de estelionato por parte da influenciadora. Dessa forma, o documento final apresentou uma conclusão favorável à famosa.
Caso agora será analisado pela Justiça do Rio
Depois da conclusão policial, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia. A promotora de Justiça Lolita Macedo Lessa entendeu que o caso não deveria permanecer sob responsabilidade daquele juízo e determinou o envio dos autos para uma vara criminal de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A decisão considera uma regra jurídica segundo a qual, quando não é possível determinar o local exato da suposta infração, a competência pode ser estabelecida pelo endereço do investigado.
Na terça-feira (11), após a manifestação do MPBA ser acolhida pela Justiça, os documentos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A expectativa é que o processo seja direcionado a uma vara criminal de Nova Iguaçu, onde um magistrado deverá avaliar se tem competência para analisar o caso. Posteriormente, o Ministério Público do Rio poderá solicitar novas medidas ou defender o arquivamento. O relatório da DRCC, que não identificou crime nas condutas investigadas, pode pesar na decisão final e aumenta a possibilidade de encerramento do procedimento.
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