Grávida novamente após perder Rael na 33ª semana de gestação em 2025, Tati Machado desabafou sobre o luto e o impacto do trauma na nova gravidez. A apresentadora da TV Globo criticou o termo "mãe de anjo", que a incomoda, e detalhou a dor do processo, revelando ter levado seis meses para entrar no quarto do filho. Ela ressaltou que cada pessoa vive o luto a seu tempo e aconselhou quem convive com mães enlutadas a oferecer apenas escuta e acolhimento, sem julgamentos ou pressões.
Tati Machado voltou a falar sobre uma das experiências mais dolorosas de sua vida: a perda de Rael, seu primeiro filho. Grávida novamente, a apresentadora compartilhou um desabafo nas redes sociais sobre o processo de luto e revelou como alguns comentários feitos por outras pessoas podem ser difíceis de ouvir.
Entre as expressões que incomodam Tati está o termo "mãe de anjo", utilizado para se referir a mulheres que perderam os filhos durante a gestação. Para ela, embora a expressão possa ser usada com uma intenção carinhosa, não representa a maneira como gostaria de ser definida.
"Sempre falam assim: 'Ah, você é mãe de anjo?'. Eu não queria ser mãe de anjo, não. A verdade é essa", declarou a apresentadora da TV Globo.
Nova gravidez veio acompanhada de sentimentos diferentes
Tati também contou que a experiência anterior influencia a maneira como vive a atual gestação. Mesmo com a felicidade pela chegada do segundo filho, o trauma da perda faz com que alguns momentos sejam acompanhados por sentimentos difíceis.
"A gente acaba não curtindo e não vivenciando tanto a gestação, a gravidez. E tá tudo bem", afirmou.
A apresentadora ressaltou que cada pessoa encontra uma maneira própria de lidar com o luto e que não existe um tempo determinado para superar uma perda desse tipo.
Tati Machado relembra processo de luto
Durante o desabafo, Tati contou detalhes de como enfrentou os primeiros meses após a morte do filho. Ela revelou que precisou de bastante tempo até conseguir entrar no quarto que havia preparado para Rael.
"No luto é um dia de cada vez, uma hora de cada vez. Eu demorei seis meses para entrar no quartinho dele. Eu fiz questão de segurar, mas eu não segurei tanto quanto eu gostaria de ter segurado. Existe um cansaço e também a instabilidade".
O relato mostra como o processo de luto continuou presente mesmo meses depois da perda e como pequenas ações do cotidiano poderiam se tornar emocionalmente difíceis.
Apresentadora pede acolhimento a outras mães
Tati também aproveitou o momento para falar diretamente com pessoas que convivem com mulheres que passaram por uma perda gestacional. Para ela, muitas vezes, o melhor apoio não está em tentar encontrar as palavras certas, mas simplesmente em estar disponível para ouvir.
"Eu acho que mais do que conselho, o conselho é para quem não está passando, mas conhece alguém que está: seja escuta, não precisa falar nada, pois falar ajuda a curar a gente de alguma maneira, ajuda no processo da dor e do luto".
A apresentadora reforçou, assim, a importância de oferecer acolhimento sem pressionar quem está vivendo o processo de perda.
Perda de Rael aconteceu em 2025
Tati Machado anunciou a perda de Rael em maio de 2025. A ausência de batimentos cardíacos foi identificada quando a gestação estava na 33ª semana.
Agora, a apresentadora vive uma nova gravidez, novamente fruto de seu relacionamento com Bruno Monteiro. A chegada do segundo filho acontece depois de uma experiência marcada pela dor e pelo luto, tornando a atual gestação também um período de emoções intensas para Tati.
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