Conhecidos desde 1911 na Conferência Solvay, Marie Curie e Albert Einstein mantiveram uma amizade leal por duas décadas, repleta de admiração mútua e debates científicos. Cerca de um século depois, essa relação histórica foi compilada no livro "Maria Skłodowska-Curie Albert Einstein The Letters", organizado por Ewa Łabno-Falęcka. A obra reúne 25 cartas e um cartão-postal trocados entre 1911 e 1932, revelando ao público correspondências raras e inéditas que ilustram a forte cumplicidade entre os gênios.
No verão de 1913, em um vale alpino no leste da Suíça, dois gênios passavam as férias juntos. Marie Curie se recuperava de alguns problemas de saúde e passeava com suas filhas, Irène e Ève. Albert Einstein estava acompanhado de seu filho Hans Albert.
Todos caminhavam juntos quando Einstein segurou o braço de Curie, parou e lhe disse: "Entenda que o que eu preciso saber é o que exatamente acontece com os passageiros de um elevador quando ele cai no vazio".
Os dois se conheceram em outubro de 1911, durante a primeira Conferência Solvay, em Bruxelas, cujo tema central foi "Radiação e quanta" e que abordou o choque entre a física clássica e a nascente teoria quântica.
A amizade durou 20 anos e, como escreveu sua própria filha caçula, Ève, na biografia "Madame Curie", "eles se admiravam mutuamente; sua amizade era franca e leal, e adoravam manter conversas intermináveis sobre física teórica, às vezes em francês, outras em alemão".
Agora, essas cartas estão ao alcance de qualquer pessoa que queira lê-las, pois, cerca de 100 anos depois, foram reunidas em outro livro.
As cartas de Marie Curie e Albert Einstein
Ewa Łabno-Falęcka reuniu 25 cartas e um cartão-postal trocados entre Curie e Einstein entre 1911 e 1932. O material deu origem ao livro "Maria Skłodowska-Curie Albert Einstein The Letters".
Publicado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação para a Indústria, em colaboração com o Museu Maria Skłodowska-Curie de Varsóvia, o volume contém correspondências inéditas e desconhecida...
Matérias relacionadas