Os bastidores do esporte nacional e as memórias da maior competição de futebol do planeta emocionaram o público da Globo neste fim de semana. Para quem não acompanhou, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno participou do quadro Linha do Tempo, atração do programa Domingão com Huck que homenageou sua carreira vitoriosa.
Durante o bate-papo, o ex-camisa 9 relembrou momentos dramáticos de sua trajetória e revelou do que sentiu falta no auge da fama. A princípio, o apresentador Luciano Huck questionou o convidado se o colapso físico que ele sofreu na véspera da final da Copa de 1998, contra a França, teve relação com o lado psicológico abalado. Em resposta, o veterano admitiu que o episódio serve como aprendizado, embora não guarde memórias reais do momento do susto.
"Eu acho que tudo passa a ser uma história incrível que a gente viveu", disse ele, que emendou: "Eu olho para trás e sinto falta também de ter tido um acompanhamento psicológico naquele momento, claro, mas era outra época, essa panela de pressão chamada Copa do Mundo é muito forte. Não tem nada para nós, brasileiros, tão importante quanto Copa do Mundo".
Inspiração no Baixinho e piada picante na Holanda
Logo depois, a entrevista mudou o foco para o começo de sua jornada nos gramados, quando precisou arrumar as malas muito jovem. Dessa forma, o convidado explicou que sempre colocou a paixão pelo esporte em primeiro lugar, utilizando grandes ídolos como referência para tomar decisões difíceis no mercado da bola.
"O meu foco sempre foi jogar futebol", apontou o craque. "E para mim começou a ficar uma coisa difícil de tomar umas certas decisões, tipo deixar o Cruzeiro. Tão novo, eu sonhava em ser profissional, mas já ter que deixar o Cruzeiro? Só que eu me inspirava em ídolos brasileiros também e que fizeram esse percurso, como o Romário, que saiu do Vasco e foi para a Holanda", destacou Ronaldo.
Contudo, ele aceitou o desafio de se transferir para o PSV Eindhoven. "Eu queria seguir o caminho do Romário também, então eu falei, 'quer saber? Eu acho que é isso, tem que ir', e sempre sendo modificado pela bola, jogar, eu só queria jogar. E eu aprendi a falar o holandês bem", recordou o atleta.
Brincadeira com Dona Déa Lúcia rouba a cena
O momento que mais divertiu a plateia do dominical envolveu as táticas informais que o jogador utilizou com o objetivo de dominar o novo idioma no continente europeu. Com muito bom humor, o empresário ironizou a rotina fora dos treinos.
"Fiquei dois anos e meio, cheguei a ser fluente. Tive um padre como professor de holandês. E muitas holandesas também", brincou Ronaldo. Imediatamente, a comentarista Déa Lúcia caiu na risada e reagiu à confissão. "Safado", disparou a mãe de Paulo Gustavo.
Para concluir, o convidado encerrou a brincadeira arrancando mais gargalhadas do auditório ao comparar os seus métodos de aprendizado. "Que era mais fácil de aprender do que com o padre, inclusive", completou o jogador, divertindo-se com as recordações do passado.