Rodrigo Faro admite erro em cobertura da morte de Gugu: 'Não precisava'

Apresentador Rodrigo Faro quebra o silêncio e admite erro durante cobertura da morte de Gugu Liberato na Record

4 nov 2026 - 14h32
(atualizado às 14h40)
Resumo
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Rodrigo Faro admitiu o erro cometido em 2019, quando foi flagrado perguntando sobre a audiência durante a cobertura ao vivo da morte de Gugu Liberato. O apresentador refletiu sobre a pressão exacerbada por índices no Ibope na TV aberta e afirmou ter aprendido com o deslize, reconhecendo que comemorar números era pura vaidade e algo desnecessário, ressaltando que o foco deve ser a qualidade do conteúdo oferecido ao público.

O apresentador Rodrigo Faro se pronunciou sobre a polêmica ocorrida durante a cobertura ao vivo do falecimento de Gugu Liberato, em novembro de 2019. Na época, enquanto comandava uma homenagem emocionado no Hora do Faro, da Record, o comunicador foi flagrado pelas câmeras perguntando à produção como estava o nível da audiência no Ibope naquele momento

Rodrigo Faro e Gugu Liberato
Rodrigo Faro e Gugu Liberato
Foto: Reprodução/ Record / Contigo

Sete anos após o episódio, em entrevista sincera ao quadro "Olho no Olho", da Folha de S.Paulo, Faro admitiu o deslize e refletiu sobre a pressão exacerbada pelos números na TV aberta. "Foi mal, a gente vive de audiência. Quando você tá na televisão, a audiência é uma necessidade, mas isso não pode ser o seu norte, não pode viver para isso", admitiu Rodrigo Faro.

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O comunicador destacou o aprendizado que tirou do episódio com o passar dos anos: "Você vai dar audiência pelo conteúdo, o público que você cria e todo mundo erra. E eu errei nessa de querer comemorar, hoje olhando, eu penso: 'Não precisava'", afirmou.

A guerra dos domingos 

Durante o bate-papo, Faro refletiu sobre a competição dominical na TV e a importância de não transformar vitórias de Ibope em troféus pessoais. Faro destacou a oportunidade de ter disputado a preferência do público com gigantes da história da comunicação brasileira: "A guerra dos domingos é legal, é boa para o espectador. Mas do outro lado tem um profissional também, mas quando eu estava lá, tinha um Faustão, um Silvio Santos. Eu tive a honra de concorrer com esses dois caras".

O apresentador questionou a necessidade de celebrar lideranças pontuais de audiência: "É aquilo que a gente falou, quando a gente acredita que isso é sucesso. Olhando para trás, cara, não tem que comemorar o 1º lugar, não precisa, para quê? Primeiro lugar daonde? Eu comecei a ver que isso tudo e acho que o que eu passei com a Vera, me mostrou que é vaidade", pontuou.

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