Em meio à reta final das eleições de 2026, a empresária Roberta Luchsinger chamou Lula de "mentiroso e machista", reagindo após ser rotulada por ele de "pilantra". Amiga de Lulinha, ela é hoje investigada por corrupção e negócios suspeitos com o governo federal. O atrito contrasta com 2017, quando a herdeira era ferrenha apoiadora do petista e prometeu doar-lhe bens de luxo, como dinheiro, joias e um Rolex, em apoio simbólico após o bloqueio de R$ 9 milhões do político pela Justiça.
Roberta Luchsinger esquentou a reta final do 2º turno das eleições 2026 com uma entrevista bombástica à CNN Brasil na noite deste sábado (17). Empresária, lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula, acusou o petista de ser "mentiroso e machista" após ser chamada pelo candidato à reeleição de "pilantra".
Na entrevista, Roberta admitiu ter sido ferrenha apoiadora de Lula, em especial nos mais de 580 dias da prisão do líder do PT. Hoje, a herdeira do Credit Suisse é investigada por suspeita de corrupção e também pela sua relação com Fábio: existe a suspeita de irregularidades em negócios firmados com a esfera federal.
O cenário é bem diferente do de agosto de 2017. Na época, Roberta afirmou que iria fazer doações a Lula e colocar o atual presidente da lista de beneficiados de sua fortuna, relatou o jornal "O Globo" no dia 12. Veja detalhes abaixo.
Roberta Luchsinger apoiou Lula: 'Faz falta aos mais desfavorecidos'
Na ocasião, Roberta era filiada ao PCdoB e tinha planos de se lançar candidata à deputada federal em 2018. Sobre as doações, à reportagem explicou que visava que Lula recuperasse parte do valor então bloqueado pela Justiça: R$ 9 milhões. "Assim, ele (Lula) pode penhorar e conseguir ainda mais dinheiro. Há anos mantenho projetos sociais. A minha doação ao Lula tem um poder simbólico: mostrar à sociedade o quanto um presidente como ele faz falta aos mais desfavorecidos", justificou.
Àquela altura, Michel Temer era o presiden...
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