O prefeito de Barreiros (PE), Carlinhos da Pedreira, flagrou e acusou dois médicos de estarem namorando trancados em uma sala durante o plantão no hospital municipal, enquanto a emergência estava lotada. Ele gravou a ação, xingou os profissionais e pediu a prisão da dupla. O Cremepe repudiou a atitude do gestor, alegando que a fiscalização não justifica a exposição e o constrangimento dos médicos. Após o episódio, a prefeitura rescindiu o contrato com a administradora da unidade de saúde.
O prefeito de Barreiros (PE), Carlinhos da Pedreira (PP), flagrou e acusou dois médicos de namorarem trancados em uma sala durante o plantão no Hospital Municipal Jailton Messias de Sousa Albuquerque, na noite de quarta-feira (04). Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor xingou os profissionais, afirmou que a emergência estava lotada e chegou a ordenar a prisão da dupla.
"A minha emergência lotada de gente e vocês aqui dormindo? Namorando?", gritou o prefeito ao fazer o flagra. E seguiu: "É um absurdo! Pode botar para fora agora. Saiam daqui, desse hospital. Vagabundos! Vagabundos! Pode prender, levar eles para a delegacia".
Em seguida, segundo a coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o prefeito seguiu andando pelo local e contando para todos, funcionários da rede e pacientes, que os profissionais estavam "namorando no quarto".
O que o Conselho Regional de Medicina disse?
Após a repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) publicou nota de repúdio à exposição dos médicos, destacando que a fiscalização não dá o direito do gestor expor a equipe.
"O Conselho recebeu com grande preocupação o episódio e ressalta que eventuais questionamentos sobre a assistência médica, o cumprimento das escalas de plantão e o funcionamento dos serviços de saúde devem ser tratados pelos meios institucionais e legais competentes, sem exposição ou constrangimento dos profissionais envolvidos", disseram.
Nesta quinta-feira, (5), a Prefeitura emitiu um comunicado confirmando o rompimento do contrato firmado com a Associação João Paulo II, que era responsável pela administração do hospital.
"A decisão foi adotada após acompanhamento e avaliação da execução contratual, observando os princípios da legalidade, da responsabilidade administrativa e, sobretudo, do interesse público", informaram.
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