Prefeito do Recife toma decisão sobre Jorge e Mateus após pressão

Victor Marques se manifesta diante dos pedidos de boicote contra Jorge e Mateus e explica sua posição sobre a Virada Recife

3 nov 2026 - 19h02
Resumo
Apesar dos pedidos de boicote, o prefeito do Recife, Victor Marques, manteve a dupla Jorge e Mateus no Réveillon 2027 da cidade. A polêmica surgiu pelo apoio do cantor Jorge a Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026. Apoiador de Lula, o prefeito argumentou que a disputa eleitoral acabou e que a festa pública deve ser plural e acolher a todos, sem divisões políticas. A decisão gerou forte divisão nas redes sociais, com críticas e ameaças de perda de votos futuros ao gestor municipal.

A presença de Jorge e Mateus na programação da Virada Recife 2027 provocou uma forte repercussão. Após pedidos de boicote contra a dupla sertaneja, o prefeito Victor Marques decidiu se manifestar.

Jorge e Mateus — Reprodução/Instagram
Jorge e Mateus — Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

A polêmica começou depois que os artistas foram anunciados como atrações do Réveillon da capital pernambucana. Parte do público questionou a escolha por causa do apoio declarado de Jorge a Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026.

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Primeiramente, o prefeito reafirmou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em outubro. No entanto, ele argumentou que divergências políticas não devem impedir a participação de artistas em eventos públicos.

Prefeito do Recife responde aos pedidos de boicote

Em um vídeo publicado no Instagram, Victor Marques defendeu uma programação capaz de contemplar diferentes públicos. "Pessoal, diante da discussão sobre a presença de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro na programação da Virada Recife 2027, quero reafirmar aqui a posição defendida pelo presidente Lula após sua reeleição: o Brasil precisa superar as divisões, não aprofundá-las", declarou.

Em seguida, o político recordou sua atuação durante a campanha presidencial. "Todos sabem de que lado estive, em quem votei e o quanto me dediquei à eleição do presidente Lula. Lutamos, mobilizamos milhões de brasileiros e conquistamos uma vitória histórica, que celebramos com muita alegria!", acrescentou.

Apesar disso, Victor sustentou que a disputa eleitoral já terminou. Além disso, afirmou que a festa de Ano-Novo deve permanecer aberta a toda a população, independentemente das preferências políticas.

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"Mas a eleição passou, e o palanque foi desarmado. Continuarei defendendo minhas convicções com a mesma firmeza, sem abrir mão do respeito às diferenças. O Recife é uma cidade plural, democrática e acolhedora. E a Virada Recife é uma festa de todos e para todos, independentemente de preferências políticas. É assim que deve ser e continuará sendo", completou.

Decisão divide opiniões entre internautas

Entretanto, a manutenção da dupla no evento continuou dividindo opiniões. Nos comentários da publicação, algumas pessoas disseram que a escolha poderia influenciar seus votos nas próximas eleições.

"Venha pedir meu voto daqui a dois anos, que vou trabalhar incansavelmente para que você não se eleja", escreveu uma internauta. Logo depois, outra pessoa afirmou: "Só falo uma coisa: daqui a dois anos tem eleição e eu vou lembrar disso".

Outros comentários relacionaram a controvérsia às manifestações ofensivas contra o Nordeste após a vitória de Lula. "Fomos desrespeitados! Isso não é democracia", publicou uma usuária. Outra acrescentou: "É querer que o Nordeste seja ridicularizado mesmo".

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A discussão ganhou força após a circulação de um vídeo gravado durante um encontro de cantores com Flávio Bolsonaro. O evento ocorreu em 20 de outubro, em Nerópolis, Goiás.

Na ocasião, Jorge declarou publicamente: "Pode chorar, mas eu não voto no PT". Posteriormente, a fala voltou a repercutir com a confirmação de shows da dupla em festas de Réveillon no Nordeste, incluindo Recife e Fortaleza.

Por fim, até o momento descrito na reportagem original, a Prefeitura do Recife mantinha Jorge e Mateus entre as atrações da Virada Recife 2027. Victor Marques, por sua vez, defendia que a celebração reunisse pessoas com opiniões políticas diferentes.

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