Adultos que cresceram na década de 1970 sabem lidar com crises como poucos - e isso não tem necessariamente relação com a maturidade que o passar dos anos traz. O contexto histórico, cheio de conflitos sociais, econômicos e políticos diferentes, também ajudou essa geração a criar resiliência.
Passar a infância ou a adolescência na década de 1970 significava crescer em um mundo com mais incertezas e menos acesso à informação. Não se trata de glamourizar as defasagens da época, mas de reconhecer que essa exposição precoce a cenários instáveis ajudou em processos de adaptação.
Resolver problemas com menos recursos, o contato com a frustração e a necessidade de improvisar são questões que as mais novas gerações precisam lidar em menor escala - mas tudo isso é necessário para o resto da vida.
Além disso, os laços sociais se firmavam de maneiras diferentes. A família e a vizinhança desempenhavam um papel muito mais presente como rede de apoio e era difícil encontrar algo que suprisse essa falta. Atualmente, contar com o suporte de pessoas amadas e de confiança ainda é essencial, mas a tecnologia e o conhecimento também apresentam novas soluções.
Os jovens da atualidade lidam com os desafios da tecnologia e a pressão imediata por resultados. Existe um novo tipo de aprendizado emocional que ainda estamos compreendendo - e em tempo real. Com a efemeridade dos tempos atuais, a nova geração sente dificuldade ao se deparar com crises mais prolongadas, uma habilidade que os crescidos na décad...
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