Padre Fábio de Melo é sincero ao falar sobre sua saúde mental

16 out 2026 - 01h20
Resumo
Em entrevista ao Sem Censura, Padre Fábio de Melo revelou conviver há anos com a depressão crônica e a tristeza matinal, que ele vê ligada à sua criatividade e sensibilidade. Aos 55 anos, o religioso afirmou que busca o equilíbrio correto de sua medicação para tratar o transtorno sem anular seus sentimentos ou perder sua identidade, recusando doses excessivas que antes o deixavam artificialmente alegre para agradar aos outros.

O padre Fábio de Melo falou abertamente sobre sua relação com a depressão crônica durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. Em conversa exibida na quarta-feira (14 de outubro), o religioso contou que convive com a tristeza ao acordar há muitos anos. Ele também explicou como essa sensação influencia sua maneira de enxergar a vida e a própria criatividade.

Padre Fábio de Melo (Foto: Reprodução)
Padre Fábio de Melo (Foto: Reprodução)
Foto: Padre Fábio de Melo ( Reprodução) / Gávea News

Aos 55 anos, o sacerdote afirmou que não costuma despertar feliz, mesmo quando está em um lugar agradável ou vive um momento positivo. Durante a entrevista, ele descreveu a sensação como uma sombra que o acompanha desde que consegue se lembrar.

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"Desde que eu me entendo por gente, eu nunca acordei feliz. Eu posso estar no melhor lugar do mundo, eu não acordo feliz. É meu, é uma sombra que eu levo, e eu acredito que a sombra seja o lado positivo da minha criatividade", declarou.

Segundo ele, decisões tomadas à noite, quando está animado com alguma ideia, podem parecer menos interessantes na manhã seguinte. O religioso relacionou essa característica à sua sensibilidade e à forma como lida com os próprios sentimentos.

Durante a conversa, o padre também abordou o tratamento para a depressão crônica. Ele explicou que precisou encontrar a medicação e a dosagem adequadas para lidar com a condição sem sentir que estava perdendo aspectos importantes de sua personalidade.

"Quando eu tomava muitos remédios, eu ficava ótimo, pros outros. Eu era a melhor pessoa do mundo. Eu já acordava felizinho, eu não tinha conflito, mas também não tinha nenhum processo humano em ebulição que me ajudasse a ser quem eu sou. Eu era uma pessoa que correspondia aos comandos. E eu não quero isso", disse ele.

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