Embora caminhar traga benefícios cardiovasculares comprovados, o médico traumatologista Óscar Ares adverte que essa prática não basta para garantir autonomia na velhice. Para chegar aos 70 anos com mobilidade, independência e capacidade de realizar tarefas cotidianas — como subir escadas ou carregar peso —, é fundamental fortalecer os músculos a partir dos 50 anos, evitando focar apenas em exercícios aeróbicos e garantindo a preservação da força física contra os impactos do envelhecimento.
Caminhar se tornou uma dessas metas de saúde que se tornaram sucesso nas redes sociais, geralmente com recomendações entre 8.000 e 10.000 passos. Muitos de nós monitoramos essa quantidade com um relógio ou um aplicativo de celular que registra nossos movimentos. E há bons motivos para isso.
Caminhar é uma atividade simples e acessível para quase todos, com benefícios comprovados para a saúde cardiovascular e metabólica. Aliás, muitos especialistas já falaram sobre como caminhar pelo menos 7.000 passos por dia pode ser suficiente para obter benefícios significativos para a saúde, sem a necessidade de transformar os 10.000 passos em uma meta obrigatória.
O problema surge quando confundimos caminhar mais com fazer tudo o que é necessário para manter nossa capacidade física à medida que envelhecemos. Afinal, chegar aos 70 anos em boa forma não significa apenas conseguir caminhar vários quilômetros.
Isso também envolve levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras, manter o equilíbrio ou se recuperar de uma queda. E é aí que entra um fator que, segundo o traumatologista Óscar Ares, não devemos deixar de lado até ficarmos mais velhos: a força muscular.
Caminhar é saudável, mas não substitui o treino de força
Segundo Óscar Ares, especialista em lesões traumáticas e cirurgia ortopédica, caminhar é uma boa base, mas não deve ser o único exercício, especialmente quando pensamos em como queremos chegar aos 70 anos: "Se você quer chegar aos 70 com boa saúde, ser móvel e independent...
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