Monique Medeiros deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, no complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (4). A soltura aconteceu horas após o encerramento do julgamento pela morte de seu filho, Henry Borel, concluído na madrugada do mesmo dia após 11 dias de sessões.
A ordem de liberdade imediata foi expedida pela juíza Elizabeth Machado Louro logo após a leitura da sentença. Durante o julgamento, os jurados do 2º Tribunal do Júri entenderam que o caso não se enquadrava em homicídio doloso, quando existe a intenção de matar, e reclassificaram a acusação para homicídio culposo, situação em que não há intenção de provocar a morte. Com base nesse entendimento, a magistrada concedeu o perdão judicial, encerrando a possibilidade de aplicação de pena pelo delito.
Monique foi condenada por omissão diante das agressões e da tortura sofridas por Henry, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto. Como já havia cumprido 5 anos de prisão em regime fechado e provisório, tempo superior ao estipulado na condenação, a Justiça considerou a punição cumprida.