A morte de Benito di Paula aos 84 anos por câncer de próstata acendeu um alerta para a saúde masculina. O urologista Mark Neumaier ressalta que a doença costuma ser silenciosa nas fases iniciais, sem sintomas evidentes. Ele explica que desconfortos urinários frequentes na terceira idade geralmente derivam da hiperplasia prostática benigna, e não do tumor. Por isso, consultas regulares e exames preventivos são fundamentais para o diagnóstico precoce, antes do surgimento de qualquer sinal.
No último domingo (18), a partida de Benito di Paula, que faleceu na capital paulista aos 84 anos após travar uma dura batalha contra um câncer de próstata, gerou uma forte onda de comoção. Nas redes sociais, dezenas de personalidades prestaram homenagens emocionantes para homenagear o famoso.
A confirmação da causa do falecimento do artista acendeu um sinal de alerta sobre a saúde masculina. O médico urologista Mark Neumaier aproveitou o momento para explicar como a enfermidade se desenvolve de maneira sutil e sem dar sinais aparentes.
"A maioria dos casos de câncer de próstata é silenciosa, especialmente nas fases iniciais. Isso significa que o homem pode conviver com a doença sem apresentar dor, dificuldade para urinar ou qualquer outro sintoma evidente", detalhou o especialista.
Diferença entre tumor e crescimento benigno
No entanto, o profissional ressalta que o avanço da idade costuma trazer outras alterações na região que não devem ser confundidas com tumores malignos. De acordo com o médico, o aumento do órgão é bastante frequente na terceira idade.
Dessa forma, quadros como o aumento não canceroso exigem atenção dos pacientes para evitar diagnósticos precipitados. "Entretanto, existe uma condição muito comum, principalmente com o avanço da idade, chamada hiperplasia prostática benigna, que corresponde ao aumento não canceroso da próstata e pode provocar sintomas como jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de ir ao banheiro várias vezes, inclusive durante a noite", alertou o profissional.
Sendo assim, o Dr. esclarece que a busca por atendimento muitas vezes ocorre devido a essas alterações do dia a dia. "Muitas vezes, o paciente procura o urologista por causa dessas alterações e, durante a investigação, um câncer de próstata pode ser identificado, mas isso não significa que o tumor tenha sido responsável pelos sintomas. É importante compreender essa diferença para evitar confusões e diagnósticos precipitados", esclareceu.
Diagnóstico preciso e exames de rotina
Diante disso, a avaliação da saúde prostática exige uma investigação detalhada com apoio de tecnologia médica. O especialista explica que o volume do órgão não determina, necessariamente, a gravidade dos incômodos relatados pelo paciente.
"A avaliação da próstata aumentada considera o histórico clínico, os sintomas apresentados e exames complementares, como ultrassonografia e urofluxometria, que permite analisar a velocidade e o padrão do fluxo urinário. Outro ponto importante é que o tamanho da próstata nem sempre corresponde à intensidade dos sintomas, já que mesmo próstatas pequenas podem provocar dificuldades urinárias significativas", orientou.
Por fim, ele reforça que o acompanhamento preventivo não deve ser adiado até que os primeiros desconfortos surjam. A prevenção segue sendo o melhor caminho para o diagnóstico precoce e o sucesso no tratamento."Por isso, a recomendação é que os homens não esperem apresentar sintomas para conversar com o urologista sobre sua saúde prostática. O acompanhamento individualizado permite investigar alterações, avaliar os riscos e discutir a necessidade de exames para detecção do câncer de próstata, considerando a idade, o histórico familiar e as condições de saúde de cada paciente", concluiu.