Luiza Brunet publicou uma carta aberta criticando a decisão judicial que condenou seu ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto, a pagar R$ 150 mil por danos morais pelas agressões cometidas em 2016. Embora reconheça o valor da condenação, a modelo considerou a quantia desproporcional à violência sofrida e ao grande patrimônio do agressor, defendendo que as punições financeiras devem ser pedagógicas e compatíveis com a realidade econômica do infrator para coibir a violência contra a mulher.
Luiza Brunet voltou a falar publicamente sobre as agressões que sofreu do ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto. Nesta terça-feira (13), a modelo publicou uma carta aberta nas redes sociais para comentar a decisão judicial que determinou o pagamento de R$ 150 mil por danos morais. Embora tenha reconhecido a importância da condenação, ela questionou se a quantia representa uma reparação proporcional à violência sofrida.
No texto, Luiza destacou que o reconhecimento judicial dos danos não significa, necessariamente, que a vítima tenha recebido uma compensação justa. Para ela, o valor estabelecido precisa ser analisado também em relação à condição financeira do condenado.
Luiza Brunet questiona valor da indenização
Ao abordar a decisão, a modelo ressaltou que a quantia pode representar um montante significativo para boa parte da população brasileira, mas teria um peso diferente diante do patrimônio do empresário.
"A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa", escreveu Luiza.
Em outro trecho da manifestação, ela explicou por que considera a indenização insuficiente diante da realidade econômica do ex-companheiro.
"Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco."
A modelo também levantou dúvidas sobre a efetividade de condenações financeiras quando os valores determinados não provocam mudanças significativas na situação patrimonial dos responsáveis. Na avaliação dela, a indenização deve funcionar como uma forma de responsabilização e contribuir para prevenir novos casos de violência.
Luiza ponderou, entretanto, que não existe quantia capaz de apagar completamente as consequências de uma agressão.
Modelo relata desgaste após anos de batalha judicial
Na carta, a mãe de Yasmin Brunet relembrou que precisou enfrentar não apenas os efeitos físicos e emocionais da violência, mas também a exposição pública, os ataques à própria imagem e o desgaste provocado pela longa disputa judicial.
Apesar das dificuldades, ela afirmou que encontrou uma maneira de transformar a experiência em uma causa e passou a utilizar sua visibilidade para defender os direitos das mulheres.
A modelo considera a decisão judicial uma etapa importante de sua trajetória, mas ressaltou que ainda pretende buscar uma reparação que considere compatível com a gravidade do episódio e suas consequências.
Segundo Luiza, sua luta não se limita à própria história. Ela também deseja contribuir para que outras vítimas encontrem apoio e acreditem na possibilidade de obter respostas efetivas da Justiça.
"A violência contra a mulher precisa ter consequências reais"
Outro ponto central do desabafo foi a necessidade de discutir os critérios utilizados para estabelecer indenizações em casos de violência contra mulheres. Para Luiza, a análise deve levar em consideração a gravidade dos atos, os danos provocados e a capacidade financeira de quem foi condenado.
"A violência contra a mulher precisa ter consequências reais", declarou.
Ao encerrar a carta, a modelo lamentou que tantas vítimas ainda precisem enfrentar longos períodos de luta para conseguir reconhecimento, respeito e reparação. Ela defendeu mecanismos judiciais que garantam consequências efetivas para os responsáveis.
Relembre as agressões sofridas por Luiza Brunet
O caso remonta a maio de 2016, quando Luiza denunciou ter sido agredida por Lírio Parisotto durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, a modelo relatou ter sofrido quatro fraturas nas costelas, além de hematomas no rosto e no corpo.
O episódio deu origem a um processo criminal contra o empresário, que foi condenado pela Justiça. Posteriormente, Luiza também recorreu à esfera cível para buscar compensação pelos danos sofridos.
Na decisão mais recente, a Justiça determinou o pagamento de R$ 150 mil por danos morais. Os pedidos relacionados a danos materiais e lucros cessantes, referentes às perdas profissionais alegadas pela modelo, foram rejeitados por falta de provas suficientes.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
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