A notícia de que Kimberly Guilfoyle renunciou ao posto de embaixadora dos Estados Unidos na Grécia, por suposta conduta imprópria, gerou incontáveis comentários sarcásticos sobre sua aparência.
O rosto com explícitos procedimentos estéticos já havia sido citado em matérias no britânico ‘The Guardian’, no espanhol ‘El País’ e em outros jornais como exemplo da ‘Mar-a-Lago face’.
Trata-se do padrão estético associado às mulheres que frequentam a mansão de campo do presidente Donald Trump na Flórida: rosto com pele extremamente esticada, sobrancelhas imóveis devido ao Botox, lábios volumosos e, às vezes, bronzeamento artificial exagerado.
Nas redes sociais, Kimberly Guilfoyle foi chamada de boneca inflável, lábios de picada de abelha e máscara de terror, entre outros termos depreciativos.
Esse bullying tem nome próprio: ‘body shaming’, a prática de ridicularizar ou constranger alguém por características de seu corpo, usando insultos, piadas, apelidos, memes e comparações depreciativas.
O mesmo escárnio afetou recentemente a empresária e filantropa Susan Dell após visita a Trump no Salão Oval da Casa Branca.
Sua estética facial foi usada em incontáveis memes, incluindo montagens em que aparece como robô, alienígena disfarçada e lobisomem no lugar de Michael Jackson no clipe de ‘Thriller’.
Outra mulher do governo republicano a ser alvo de chacota na internet é a executiva Barbera Thornhill, nomeada como autoridade no combate ao tráfico humano.
A foto oficial de seu perfil viralizou nas redes sociais acompanhada de comentários pejorativos, ressaltando o quanto as mulheres sofrem com o etarismo e a cobrança por uma beleza perfeita.