Jovem de 18 anos é presa após criar perfil falso com IA para perseguir ex e atual

Criação de perfil fake e uso de Inteligência Artificial termina em prisão para a jovem nesta terça-feira (22); entenda o caso

23 set 2026 - 11h55
Resumo
Uma jovem de 18 anos foi presa preventivamente em Luziânia (GO) acusada de perseguir e difamar o ex-namorado, a atual companheira dele e a família do rapaz. A suspeita usou perfis falsos e inteligência artificial para adulterar o áudio de uma vítima, forjando uma oferta de serviços de prostituição. A prisão ocorreu após ela violar medidas cautelares anteriores, voltando a criar contas falsas. Agora, a acusada responderá por perseguição, violência psicológica, difamação, injúria e ameaça.

Uma jovem de 18 anos foi presa preventivamente nesta terça-feira (22) em Luziânia, município situado no Entorno do Distrito Federal. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás por meio da 5ª Delegacia Regional de Polícia, após investigações apontarem que a suspeita mantinha uma campanha sistemática de perseguição, difamação e intimidação contra seu ex-namorado, a atual companheira dele e diversos familiares do homem.

Divulgação/PCGO
Divulgação/PCGO
Foto: Mais Novela

O que ela fez por meio do perfil falso com IA?

Nesse contexto, os levantamentos policiais revelaram que a investigada recorreu a artifícios tecnológicos avançados para atacar as vítimas. Entre as práticas identificadas, ela criou diversos perfis falsos em plataformas como TikTok, Instagram e Facebook e utilizou inteligência artificial para adulterar o áudio de uma das vítimas, simulando de forma caluniosa uma oferta de serviços de prostituição.

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Além disso, a ofensiva digital alcançava o núcleo familiar. "Ela acessava as redes sociais de mãe, pai, primos, tios, de todo mundo, e as redes que estivessem abertas", disse o delegado responsável pelas diligências, Rony Loureiro.

Descumprimento das medidas cautelares e os crimes imputados

A prisão ocorreu após o desrespeito deliberado a ordens judiciais anteriores. A acusada já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão no mês de agosto, ocasião em que recebeu medidas cautelares que a proibiam estritamente de manter contato com as vítimas ou criar novos perfis virtuais.

"Em caso de descobrimento, ela seria presa preventivamente, foi o que aconteceu. Ela teve acesso a novo aparelho celular, criou novo perfil e outros perfis fakes", pontuou Rony Loureiro ao relatar a reincidência da suspeita.

Diante da quebra das determinações da Justiça, a prisão preventiva foi decretada de forma imediata. Conforme os registros da corporação, a investigada agora responderá perante o Judiciário por uma extensa lista de infrações penais, que incluem perseguição majorada, violência psicológica contra a mulher, difamação, injúria, ameaça e falsa identidade.

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