A influenciadora Tainá Militão, esposa do jogador Éder Militão, está esperando o terceiro filho e resolveu compartilhar com os seguidores que as estrias da sua primeira gestação voltaram a aparecer com a barriga crescendo. "As estrias voltando a aparecer. Olha só como dá pra ver mais quando a pele vai esticando. Gente, eu tinha até esquecido", afirmou. Ela também admitiu que na primeira gestação não cuidava direito da pele: "Eu tive muita estria na primeira gestação. Eu não me hidratava. Passei creme e óleo só no final da gestação."
O relato da influenciadora abre espaço para entender melhor uma condição que afeta grande parte das gestantes. Para a cirurgiã plástica Dra. Iara Batalha, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o problema é mais comum do que muitos imaginam. "Durante a gestação, a pele passa por um estiramento rápido, além de sofrer influência hormonal, o que facilita o rompimento das fibras de colágeno e elastina, dando origem às estrias", explica.
Sobre o caso específico de Tainá, que está na terceira gestação, a especialista alerta: "A pele já foi previamente distendida e pode ter sua capacidade de retração reduzida. Além disso, se já existem estrias anteriores, há maior chance de surgirem novas ou de as antigas se tornarem mais aparentes", pontua.
Quanto ao tratamento, Dra. Iara detalha que o momento certo faz toda a diferença. "As mais recentes, avermelhadas, respondem melhor e podem ser tratadas com tecnologias como laser, microagulhamento e bioestimuladores de colágeno. Já as mais antigas, esbranquiçadas, também melhoram, mas exigem abordagens combinadas e um pouco mais de paciência", orienta.
Sobre a possibilidade de sumirem no pós-parto, a médica é realista: "Desaparecer completamente é raro. O que acontece, na maioria das vezes, é uma melhora natural na aparência — elas ficam mais claras e menos evidentes. Com tratamento adequado, conseguimos resultados ainda mais satisfatórios", afirma.
O cirurgião plástico Marco Cassol reforça o raciocínio e explica por que a gestação é um terreno tão fértil para as estrias. "A pele fica distendida 24 horas por dia, e essa distensão excessiva pode trazer estrias abaixo do umbigo e eventualmente até acima do umbigo", diz. Para Cassol, a questão das gestações anteriores também merece atenção: "As estrias são cicatrizes, o rompimento das fibras elásticas da pele, e o que pode acontecer é um alargamento das estrias pré-existentes", esclarece.
Sobre o pós-parto, ele confirma que o desaparecimento total não é esperado: "Elas ficam branquinhas e com isso ficam menos aparentes." Para casos mais severos, o especialista aponta a abdominoplastia como solução definitiva: "Retira todas as estrias do umbigo para baixo, e as estrias acima do umbigo podem fazer tratamentos estéticos, mas normalmente com a abdominoplastia o paciente consegue retirar grande parte das estrias gestacionais", conclui.