FOTOS: Jaqueta de Dinho, do Mamonas Assassinas, está intacta após 30 anos do enterro

Peça que ficou sobre o caixão do vocalista dos Mamonas Assassinas foi encontrada preservada durante a exumação realizada em Guarulhos

26 fev 2026 - 17h45

A descoberta de que a jaqueta colocada sobre o caixão de Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, permaneceu intacta por mais de três décadas surpreendeu fãs e familiares da banda. A notícia veio à tona recentemente e reacendeu lembranças sobre a trajetória e a importância cultural do grupo, que marcou a música brasileira nos anos 1990 com seu estilo irreverente e irreverentemente divertido.

Dinho (Reprodução/Divulgação)
Dinho (Reprodução/Divulgação)
Foto: Contigo

As imagens divulgadas pela TV Globo mostraram a peça preservada, com o símbolo da banda estampado, além da bandeira do Brasil. A jaqueta estava sobre o caixão do vocalista desde o dia do sepultamento, em 1996, e manteve-se em excelente estado apesar do tempo, causando impacto entre os familiares e profissionais envolvidos na exumação.

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A exumação foi realizada na segunda-feira (23/2) em Guarulhos, cidade onde a banda se formou, e foi autorizada pelos familiares com o objetivo de ressignificar a despedida dos integrantes, ao mesmo tempo em que permitiria um projeto de homenagem que combinasse memória afetiva e sustentabilidade.

Durante o procedimento, a jaqueta chamou atenção pelo seu estado de conservação impecável. Segundo Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, o momento foi especialmente marcante. "A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem", declarou. Ele destacou que a peça foi colocada sobre o caixão no dia do funeral, e que sua preservação surpreendeu a todos os envolvidos.

"Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial", explicou Jorge Santana em entrevista ao g1. Ele também revelou os planos para a jaqueta: "Possivelmente vamos deixá-la exposta. Ela vai ser tratada e emoldurada. Foi um momento complicado, difícil, mas a gente passou junto", disse, reforçando o valor afetivo e histórico do item para a memória da banda e de seus fãs.

Além de preservar a memória de Dinho, a exumação permitirá que parte das cinzas dos integrantes seja utilizada em um projeto de reflorestamento no BioParque Cemitério, também localizado em Guarulhos. O projeto, anunciado nas redes sociais oficiais do grupo e do cemitério, prevê a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, um espaço dedicado à homenagem póstuma que alia memória, história e sustentabilidade ambiental.

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O plano inclui a incorporação das cinzas às sementes de espécies nativas da região, com acompanhamento técnico especializado no desenvolvimento das mudas. Assim, a memória dos integrantes da banda se perpetuará de forma simbólica através da natureza, criando um elo entre o legado artístico dos Mamonas Assassinas e a preservação ambiental.

Para contextualizar, os Mamonas Assassinas tiveram sua carreira interrompida tragicamente em março de 1996. Após um show em Brasília, o jatinho que transportava os integrantes colidiu com a Serra da Cantareira, resultando na morte de todos os ocupantes. O grupo, que mesclava rock, humor e irreverência, deixou uma marca indelével na música brasileira, com sucessos que até hoje fazem parte da cultura popular e da memória afetiva de fãs de todas as idades.

A jaqueta de Dinho, agora preservada e com destino a uma exposição no memorial, simboliza não apenas a lembrança de um artista querido, mas também a durabilidade da memória coletiva em torno de uma banda que, apesar de sua curta trajetória, transformou a música e o entretenimento no Brasil. O projeto do Jardim BioParque Memorial Mamonas, ao unir homenagem e sustentabilidade, reforça a importância de manter viva a memória da banda de forma criativa, educativa e respeitosa.

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