Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, falecido em 2014, criticou publicamente o uso de inteligência artificial para recriar a voz e imagem de seu pai. Ela desabafou nas redes sociais após a circulação de um vídeo falso no qual o artista parecia apoiar teorias da conspiração. Zelda classificou o conteúdo como manipulação, afirmou que a morte do pai não dá o direito de transformá-lo em fantoche para defender pontos de vista alheios e exigiu que as pessoas o deixem descansar em paz.
Zelda Williams, filha de Robin Williams, desabafou sobre o uso de inteligência artificial em peças que envolvem a imagem do ator, morto há 12 anos. Nos stories de seu Instagram, ela criticou postagens que utilizam-se da voz de seu pai em situações que não aconteceram.
A cineasta refletiu sobre um uso específico no qual Williams apareceria em um contexto de teorias da conspiração: "Para aqueles que ainda estão sendo enganados por mentiras, aquele suposto 'vídeo privado' do meu pai que me mostraram falando sobre conspirações é claramente IA, e nem sequer é muito convincente", escreveu em um story.
Ela reforçou que a morte do pai não seria pretexto para utilizar-se de sua imagem e voz livremente e colocá-lo em contextos irreais: "Dito isso, um ser humano criou um robô para fazer isso, e para você eu digo: deixe-o fora dessa sua baboseira delirante e deixe-o descansar", continuou. "Se você não consegue defender seu ponto de vista sem usar um morto para torná-lo mais convincente, então me diga: quem está manipulando o público através da mídia agora?"
"Só porque ele se foi não significa que agora ele é seu fantoche. Tenha um pouco de vergonha", completou.
Robin Williams foi encontrado morto em sua casa aos 63 anos em 2014.