A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para proibir a escala de trabalho 6x1, em que o trabalhador trabalha seis dias por semana e folga um, é uma das pautas desta quarta-feira, 27. Personalidades da política e de outros meios estão opinando sobre o assunto, como Fátima Bernardes, que foi questionada sobre o tema durante participação no Sem Censura desta tarde.
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Um telespectador do programa apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil enviou uma pergunta à apresentadora e aos convidados para saber se eles defendem o fim da escala. Fátima argumentou que uma escala 5x2, com duas folgas na semana, é mais humana para o trabalhador.
"Essa foi a escala que eu tive, com alguns plantões obviamente. Já era difícil. Imagino para os trabalhadores que têm essa escala de 9 horas, com uma de almoço, mais esse monte de hora no trânsito", disse a jornalista.
"A gente precisa de muita coisa, de tempo com a família, tempo de descanso, tempo para se aprimorar, para aprender mais sobre tecnologia. Fica muito difícil, acho muito desumano. Acho que 5x2 seria muito mais justo para todo mundo", completou Fátima Bernardes.
"Eu acho muito desumano. Eu acho que 5x2 seria mais justo pra todo mundo."
No #SemCensura , Fátima Bernardes defende o fim da escala 6x1. pic.twitter.com/JpfqVTuq0F
— TV Brasil (@TVBrasil) May 27, 2026
Fim da escala 6x1
A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 aprovou nesta quarta-feira, 27, o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e dois dias de folga.
O parecer foi aprovado por 34 votos favoráveis e quatro contrários. Agora, o texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado ao Senado Federal. A PEC deve ser votada pelo plenário ainda nesta quarta. Com a aprovação, o texto precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em 2 turnos.
O fim da escala 6 por 1 é tratado como uma das prioridades do governo federal, que justifica a tentativa de aprovação da PEC com o aumento do tempo do trabalhador com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso, além de reflexos positivos também na produtividade. Ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas com a medida, de acordo com o governo Lula. A oposição critica o texto dizendo que a "conta" não será paga pelos empresários, mas, sim, pelos próprios trabalhadores.