Nos palcos, ele conta a história de uma mulher que transformou dor em potência. Fora deles, também revisita as próprias vivências na indústria, entre as lembranças de personagens que marcaram gerações, a pressão silenciosa dos bastidores e a busca por uma carreira cada vez mais alinhada com sua verdade.
Leonardo Miggiorin é um dos destaques de "Tina Turner, O Musical", espetáculo que aborda lutas e glórias da rainha do rock 'n' roll. A peça está em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, de quarta a domingo.
"No ano passado, eu fiz um monólogo, 'Não se mate', com textos do Drummond. Amei fazer a peça, mas no camarim, eu ficava sozinho. Era só eu e Deus. Juro, eu falei em voz alta: 'Deus, me manda uma peça com 30 pessoas no elenco'. E aí vieram 32 pessoas no elenco", comemora Leonardo, nesta entrevista ao Purepeople.
Seu personagem é John Carpenter, um executivo da gravadora Capitol Records. Apesar de ser uma figura ficcional, carrega a responsabilidade de representar os muitos profissionais racistas e etaristas que atravessaram o caminho de Tina. Um lembrete de que, mesmo em contextos temporais e sociais tão diferentes, a realidade enfrentada pela rockeira não é muito diferente para representantes das minorias sociais.
"É um personagem que, embora não seja o principal racista, ele é da turma dos racistas, que representa essa discriminação que aconteceu com a Tina. Então, tem um peso", reflete Leonardo, que acrescenta que seu personagem "expõe os bastidores do show business e no...
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