Entenda a briga pela herança de Erasmo Carlos entre a viúva e os filhos do cantor

Viúva do cantor, Fernanda Esteves teve que deixar apartamento de R$ 8 milhões e hoje vive num quarto-sala

27 abr 2026 - 16h54

Quase três anos após a morte de Erasmo Carlos, ocorrida em novembro de 2022, a disputa pelo espólio do Tremendão ainda está longe de um desfecho. A viúva do cantor, Fernanda Esteves, trava uma batalha judicial contra os filhos dele, Leonardo e Gil Esteves, que tem incluído reintegração de posse, carro, direitos autorais e de imagem.

Erasmo Carlos e a esposa, Fernanda Passos (Reprodução/Instagram)
Erasmo Carlos e a esposa, Fernanda Passos (Reprodução/Instagram)
Foto: Mais Novela

O capítulo mais recente e visível da briga foi a saída de Fernanda de um apartamento em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, avaliado em R$ 8 milhões. Segundo o colunista Valmir Moratelli, da revista Veja, a pedagoga viveu no imóvel por oito anos, mas precisou deixá-lo porque não estava recebendo nenhum valor do espólio e não tinha sequer como pagar o condomínio, que custa cerca de R$ 10 mil por mês. Leonardo, filho que representa o espólio do artista, teria se negado a bancar os custos enquanto a ex-madrasta morasse lá. Com isso, Fernanda se mudou para um quarto-sala na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

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Mas os conflitos vão além do imóvel. Leonardo também estaria cobrando diárias de aluguel de um carro que estava na posse de Fernanda. "O carro foi dado a ela, mas registrado em nome da produtora", disse uma fonte que pediu para não ser identificada. O filho era sócio de Erasmo Carlos na produtora que gerenciava a carreira do pai e pediu o veículo de volta assim que o cantor faleceu. Além disso, junto ao irmão, teria se apropriado dos direitos de imagem e autorais do artista — mesmo com o casamento de Erasmo e Fernanda tendo sido celebrado em comunhão parcial de bens.

Em meio a tudo isso, Fernanda desabafou nas redes sociais com um texto carregado de emoção e melancolia. "Olho para trás, vejo por trás, me volto para dentro. Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem achava que eu merecia mais, só ele achava", lembrou. E continuou: "Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para a imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem. Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio."

Hoje, a viúva diz encontrar conforto no lugar simples onde mora. "Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia."

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