Elon Musk ficou frente a frente com a editora-chefe da revista ‘The Economist’, Zanny Minton Beddoes.
Vários pontos da entrevista em vídeo ganharam forte repercussão na imprensa e nas redes sociais.
Um deles é sobre a aprovação popular do próprio magnata da tecnologia.
Zanny comentou sobre os quase 250 milhões de seguidores que o empresário tem no X e disse que, apesar disso, ele é odiado por muitas pessoas mundo afora.
“Talvez algumas pessoas realmente me odeiam, e isso provavelmente é verdade, eu não me importo”, respondeu Musk.
“Mas o fato de que, como você apontou, um quarto de bilhão de pessoas me seguem… Acho que muito mais pessoas realmente gostam de mim do que não gostam.”
Em contra-ataque, ele apontou a crise de popularidade enfrentada pelos meios de comunicação.
“Muito mais pessoas odeiam você e a mídia do que você imagina.”
Goste-se ou não de Elon Musk, o que ele disse é uma verdade incômoda, e serve inclusive para os jornalistas brasileiros.
Mais preocupante do que o ódio, quase sempre motivado por questões ideológicas, é a desconfiança contra o jornalismo profissional.
Recente relatório do Reuters Institute mostrou que apenas 36% das pessoas no Brasil têm confiança nas notícias em geral.
Enquanto a mídia tradicional tenta recuperar audiência e prestígio, nota-se a crescente influência de youtubers, tiktokers, podcasters e outros influenciadores de informação.
No campo político, os populistas de direita e esquerda conseguem tirar público do jornalismo tradicional falando diretamente com os usuários de redes sociais.
Essa fragmentação na produção e no consumo de notícias afeta a autoridade da imprensa tradicional, que demonstra dificuldade de reagir.