Isabelle Nogueira e Marciele Albuquerque, duas ex-participantes do Big Brother Brasil, são consideradas hoje dois dos principais nomes do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira, 26, e vai até domingo, 28. Em entrevista, as duas relembraram suas carreiras e polêmicas como cunhãs-poranga.
O lado vermelho
Representante do boi Garantido, Isabelle Nogueira teve um começo baseado no esforço incessante. Ela queria tanto fazer parte desse universo que, em 2014, participou de um concurso e quase perdeu o título de Rainha do Folclore por participar de apresentações de dança ligadas aos dois bois.
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“Quem é Garantido não usa azul, e quem é Caprichoso não usa vermelho. Isso é muito normal para a gente e deve ser respeitado por quem chega e ainda está conhecendo a nossa cultura”, falou ela ao Gshow. “Tinha gente que falava que eu não merecia estar ali porque dançava com o Caprichoso. Foi uma polêmica muito forte na época”, complementou.
Apesar das críticas e da resistência dos jurados, Isabelle persistiu no concurso e saiu vitoriosa. "Ganhar foi a realização de um sonho de infância e também uma superação de tudo o que estavam falando", lembrou.
O lado azul
Marciele Albuquerque, por sua vez, representante do boi Caprichoso, contou que precisou lidar com questionamentos quando assumiu o posto de cunhã-poranga. Na época, ela ouviu comparações e críticas logo nos primeiros anos. "As pessoas me chamavam de cunhã-pajé por ter movimentos mais fortes", disse.
A ex-BBB, porém, nunca mudou seu estilo por causa da opinião alheia e fez questão de preservar sua essência na arena. "Eu não precisei mudar nada. Vim com a minha identidade, com a minha força e com a minha essência. Falei: 'Não vou mudar, vou continuar'. Eu não mudei até hoje. A gente aperfeiçoa os movimentos, melhora tecnicamente, mas nunca precisei abrir mão da minha essência."