Defesa de Oruam garante que rapper não se entregará após prisão decretada

Rapper se torna foragido após decisão do STJ e não é localizado em buscas da polícia

4 fev 2026 - 17h05

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, não deve se apresentar à Justiça nos próximos dias, mesmo após a emissão de um novo mandado de prisão contra ele. A decisão gerou grande repercussão, uma vez que o músico já vinha cumprindo medidas alternativas à prisão, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, que foram recentemente revogadas.

Oruam afirma que vai se entregar após ser alvo de mandado de prisão no RJ
Oruam afirma que vai se entregar após ser alvo de mandado de prisão no RJ
Foto: Reprodução / Contigo

A informação foi confirmada pela defesa do artista, que foi procurada pela reportagem da Band logo após a decisão judicial. Em nota, os advogados reafirmaram que "não há previsão de entrega voluntária" nos próximos dias, destacando que a equipe jurídica do rapper está acompanhando de perto todos os trâmites do processo e avaliando possíveis recursos.

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A determinação partiu do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou o habeas corpus apresentado em favor do músico. Com isso, perdeu efeito a liminar que permitia o cumprimento de medidas alternativas à prisão preventiva, adotadas anteriormente em razão do monitoramento eletrônico. Esse revés representou um passo importante na escalada do caso, que agora considera o artista como foragido.

Na terça-feira (3/2), agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca em diversos endereços ligados a Oruam, incluindo sua residência localizada no bairro da Freguesia, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Apesar das diligências e do esforço das autoridades, o rapper não foi localizado. A ausência do artista nas buscas fez com que ele fosse oficialmente considerado foragido, o que significa que a polícia agora intensificará os esforços para encontrá-lo, monitorando rotas, redes sociais e possíveis contatos próximos.

O processo que resultou na prisão do músico detalha uma série de descumprimentos das condições impostas pela Justiça. Entre os apontamentos da juíza Tula Melo estão falhas frequentes no monitoramento eletrônico e registros de deslocamentos durante a madrugada, período em que Oruam deveria permanecer em recolhimento domiciliar. As informações foram reveladas com exclusividade pela coluna e indicam que as irregularidades não ocorreram isoladamente, mas de forma recorrente ao longo do período de monitoramento.

Os relatórios judiciais também apontaram longos intervalos em que a tornozeleira eletrônica não emitia qualquer sinal. A defesa do artista sustenta que os problemas teriam ocorrido devido a falhas técnicas no equipamento, alegando que a tornozeleira "não estaria carregando adequadamente". Os advogados reforçaram que a intenção de Oruam era cumprir as medidas, mas que problemas de funcionamento do dispositivo teriam comprometido o monitoramento.

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Por outro lado, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou à Justiça que, após análise detalhada, o equipamento apresentava funcionamento regular e não havia indícios de defeito. O órgão ressaltou que os sinais de irregularidade foram investigados e que o monitoramento eletrônico funcionava conforme previsto, o que contradiz a alegação da defesa.

Especialistas em segurança e direito criminal observam que casos como o de Oruam costumam gerar debates sobre a eficácia de medidas alternativas à prisão, como tornozeleiras eletrônicas, e sobre os limites da atuação judicial em situações de descumprimento. No caso do rapper, o conflito entre alegação de falha técnica e o relatório oficial da Seap intensifica o impasse, dificultando uma solução rápida.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando e buscando localizar Oruam, avaliando possíveis rotas de fuga e contatos do artista. A situação coloca o rapper em evidência e torna o caso um dos mais comentados do cenário musical e judicial do Rio de Janeiro, com repercussão significativa em mídias sociais e veículos de comunicação.

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