Declaração de Bruna Marquezine acende alerta sobre fertilidade: quando se preocupar?

Grávida? Aos 31 anos, Bruna Marquezine surpreende ao falar sobre maternidade e especialista analisa caso de fertilidade

11 out 2026 - 10h05
Resumo
A declaração de Bruna Marquezine gerou debates sobre planejamento reprodutivo. Especialistas alertam que a fertilidade feminina declina gradualmente com a idade, que afeta a quantidade e a qualidade dos óvulos. Buscar orientação médica aos 30 anos ajuda a conhecer a saúde reprodutiva e a avaliar opções como o congelamento de óvulos — alternativa útil, mas que não garante gravidez. A informação precoce permite decisões conscientes e sem pressa sobre o momento ideal para a maternidade.

A atriz Bruna Marquezine, de 31 anos, trouxe à tona uma discussão importante sobre maternidade e planejamento reprodutivo. Ao abordar a possibilidade de ter filhos no futuro, a artista abriu espaço para uma dúvida comum entre mulheres que desejam ser mães, mas ainda não pretendem engravidar: existe uma idade certa para começar a se preocupar com a fertilidade?

Bruna Marquezine (Reprodução/Instagram)
Bruna Marquezine (Reprodução/Instagram)
Foto: Mais Novela

Embora muitas mulheres associem essa preocupação aos 35 anos, especialistas explicam que a fertilidade feminina passa por mudanças graduais ao longo do tempo. Por isso, conhecer a própria saúde reprodutiva pode ajudar no planejamento da maternidade, sem que isso signifique antecipar uma gravidez.

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A médica Dra. Larissa Abib Daun explica que a idade influencia tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos. No entanto, ela ressalta que cada mulher deve considerar seu histórico de saúde e seus projetos pessoais antes de tomar qualquer decisão.

Quando começar a pensar na fertilidade?

Segundo a especialista, mulheres na faixa dos 30 anos que desejam engravidar futuramente podem aproveitar esse período para buscar informações sobre sua saúde reprodutiva.

"A fertilidade feminina não cai de um dia para o outro, mas passa por um processo progressivo, e a idade é um dos fatores mais importantes quando falamos sobre quantidade e, principalmente, qualidade dos óvulos. Por isso, uma mulher que está na faixa dos 30 anos, deseja ser mãe no futuro, mas ainda não pretende engravidar, pode aproveitar esse momento para conhecer melhor a própria saúde reprodutiva e entender quais possibilidades existem. Isso não significa criar pânico, determinar uma idade para ser mãe ou dizer que toda mulher precisa congelar óvulos."

Dessa forma, o acompanhamento médico não precisa estar relacionado a uma tentativa imediata de gravidez. A avaliação pode servir para esclarecer dúvidas, identificar fatores de risco e ajudar a mulher a compreender suas possibilidades.

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Congelamento de óvulos é necessário?

Uma das alternativas para quem pretende adiar a maternidade é o congelamento de óvulos. Entretanto, a médica destaca que o procedimento não representa uma obrigação para todas as mulheres e tampouco garante uma gravidez no futuro.

"A preservação da fertilidade é uma estratégia que pode fazer sentido para algumas pacientes, considerando idade, reserva ovariana, histórico clínico, antecedentes familiares e projetos pessoais. O congelamento permite preservar óvulos com as características da idade em que foram coletados, mas é importante deixar claro que não funciona como um seguro ou uma promessa de gravidez futura. A mulher pode inclusive congelar e nunca precisar utilizar esses óvulos caso engravide espontaneamente."

Portanto, a decisão deve levar em conta diferentes fatores, incluindo a idade, as condições de saúde e o desejo de ter filhos. Além disso, a avaliação individualizada permite discutir os benefícios e as limitações de cada alternativa.

Especialista alerta para a importância da informação

Para Larissa Abib Daun, o principal cuidado não está em estabelecer um prazo obrigatório para a maternidade, mas em garantir que as mulheres tenham informações suficientes para decidir sobre o próprio futuro.

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"O mais importante é que ela tenha acesso à informação antes que determinadas decisões se tornem urgentes. Autonomia reprodutiva também é isso: conhecer as possibilidades no momento certo para conseguir decidir, com consciência e sem pressão, se deseja ter filhos, quando pretende tentar e se alguma estratégia de preservação da fertilidade faz sentido para a sua história", explica a médica.

A discussão levantada a partir de Bruna Marquezine reforça que pensar na fertilidade não significa necessariamente querer engravidar agora. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, uma consulta com um profissional de saúde pode ser o primeiro passo para entender as opções disponíveis, sem transformar a maternidade em uma corrida contra o tempo.

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