Danilo Gentili quebra o silêncio, fala em estelionato e faz alerta

7 nov 2026 - 19h13
Resumo
No podcast Flow, Danilo Gentili criticou a passividade dos brasileiros com promessas políticas não cumpridas, comparando a prática ao crime de estelionato e defendendo a perda do direito de disputar novas eleições para quem não honrar compromissos. Ele também lamentou a postura de torcida cega do eleitorado. Contudo, a legislação do país não tipifica o descumprimento de propostas como crime nem o prevê como causa de inelegibilidade, que segue as regras da Lei Complementar nº 64/1990.

O apresentador e humorista Danilo Gentili criticou políticos que fazem promessas durante as campanhas eleitorais, conquistam cargos públicos e não cumprem os compromissos assumidos com a população. Durante participação no podcast Flow, ele defendeu que o descumprimento de propostas deveria provocar consequências mais severas, incluindo a possibilidade de impedir candidatos de disputar novas eleições.

Foto: Danilo Gentili ( Reprodução) / Gávea News

Na avaliação de Gentili, os brasileiros adotam uma postura excessivamente tolerante diante de políticos que deixam de cumprir aquilo que anunciaram aos eleitores. O apresentador chegou a comparar esse comportamento ao crime de estelionato, argumentando que as promessas eleitorais são fundamentais para a escolha dos representantes.

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"O brasileiro é muito passivo quando o político promete e não cumpre. Isso deveria ser estelionato. Deveria ser estelionato, meu amigo. Se você prometeu na campanha, foi eleito e não cumpriu, você devia perder o direito, no mínimo, de concorrer de novo", declarou.

Durante a conversa, o humorista também comparou o comportamento dos eleitores ao de torcedores de futebol. Segundo ele, muitas pessoas passam a defender políticos independentemente do cumprimento das promessas, enquanto cobram atitudes diferentes dos adversários.

"Porque aí vira torcida de futebol, e vira que o meu time pode prometer e não cumprir, o seu não pode. E daí que ele prometeu e não cumpriu? É melhor ele do que o outro. E vira isso, cara", criticou.

Para exemplificar seu posicionamento, Gentili utilizou uma situação envolvendo o mercado de trabalho. O apresentador argumentou que funcionários podem perder seus empregos quando deixam de executar as atividades para as quais foram contratados, enquanto políticos conseguem disputar novas eleições mesmo depois de não cumprirem compromissos anteriores.

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"Aqui, ó, aqui no Flow, você contrata alguém para trabalhar, para administrar, o cara promete que vai fazer uma coisa e não faz, é rua", afirmou.

Na sequência, Gentili voltou a questionar a possibilidade de reeleição de representantes que não colocaram em prática suas propostas de campanha.

"Agora, o político, ele é eleito. Ele só foi eleito porque ele prometeu algumas coisas. Ele não cumpriu e tá pedindo para ir de novo. E o pessoal: 'É, tem que ir de novo'. Então não dá, cara. Não dá", concluiu.

Apesar da comparação feita pelo apresentador, o descumprimento de promessas eleitorais, por si só, não é considerado crime de estelionato pela legislação brasileira. Também não existe uma regra geral que torne um político inelegível por não executar propostas apresentadas durante a campanha. As hipóteses de inelegibilidade são estabelecidas pela legislação eleitoral, especialmente pela Lei Complementar nº 64/1990, com as alterações posteriores.

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