O ator Kiko Pissolato publicou um vídeo em suas redes sociais na quarta-feira, 5, para falar sobre a prisão do colega Marco Furlan por suspeita de estuprar uma criança autista de 5 anos em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. No relato, Kiko afirma ter trabalhado com Furlan por quase 20 anos e expressa indignação com o caso.
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"Eu demorei um tempo para conseguir falar sobre esse assunto. E não porque eu não soubesse o que pensar, muito pelo contrário. Mas porque eu conhecia essa pessoa", afirma o ator no vídeo.
Segundo ele, os dois dividiram palco, camarim e eventos ao longo de três peças de teatro. "Não era um amigo íntimo, mas era alguém que dividiu a minha história, principalmente profissional, comigo."
Ele descreve a sensação inicial como um luto pela imagem que tinha do colega, seguida por uma "raiva enorme". "Não existe nenhuma justificativa para esse tipo de crime", declara.
Reflexão sobre masculinidade
O ator usa o episódio para questionar a forma como os homens são educados na sociedade. Ele destaca que a aparência de normalidade não garante o caráter de alguém e que a cultura associa a masculinidade ao poder, ao controle e à superioridade.
"A gente precisa olhar com coragem para a forma que nós estamos educando nossos filhos, nossos meninos", diz. Ele defende que o caso sirva para obrigar a sociedade a educar homens que não precisem provar sua masculinidade dominando ou violentando outras pessoas.
No encerramento do vídeo, Kiko pede que o ator seja punido com o maior rigor possível da lei para que sirva de exemplo. Ele ressalta a importância de ouvir as vítimas e lutar para acabar com comportamentos de violência.