A atriz Claudia Raia, de 59 anos, deu detalhes de como encara com a chamada "síndrome do ninho vazio". Ela é mãe de Enzo Celulari (29), e Sophia Raia (23), ambos do antigo relacionamento com Edson Celulari. Além deles, também é mãe de Luca (3), de seu atual casamento com Jarbas Homem de Mello.
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Em breve, Claudia Raia e o marido embarcarão em uma turnê nacional do musical 'Tarsila, a Brasileira' e, claro, pretendem levar o filho caçula consigo, como já fizeram antes. Serão muitos dias fora de casa e, mesmo viajando com Luca, ela confessa que está aprendendo a lidar com a saudades dos mais velhos.
"Todo mundo viajando junto [é ótimo], mas, sério, tenho que aproveitar enquanto ele [Luca] é pequenininho, enquanto não tem tantas obrigações escolares", iniciou a atriz, em entrevista exclusiva ao Terra.
Depois, ela detalhou a relação de proximidade que desenvolveu com a criança em paralelo ao trabalho.
"Durante o Menopausa [outra peça dela], ele também viajou com a gente, desde Portugal... Fizemos uma grande turnê, o Luca foi a todos os lugares, sempre muito fofo. Agora ele só me olha e pergunta: 'Para onde a gente tá indo?'. Porque ele não sabe nem onde está, mas é bom porque vai aprendendo também com a vida dos pais, que são os pais que ele tem."
De acordo com Claudia Raia, é consolador ter a companhia constante de seu filho menor na viagens a trabalho, mas mesmo assim sente a sensação de "ninho vazinho" porque, um filho não substituí o outro.
"É muito bom levar a família junto, pelo menos um pedacinho da família, né? Porque a minha [filha, Sophia] está em Nova York e o Enzo, no Rio [de Janeiro]", comentou ela, que citou a partida da herdeira como mais traumática por causa da distância. "Eu quase morri quando a Sophia foi para Nova York, mas entendi [que era um desejo dela] e estou tentando me adaptar [com toda essa situação ainda]".
'O lado B de Tarsila'
Nos palcos, Claudia Raia ganhou a missão de mostrar ao público o 'lado B' de uma das artistas mais famosas do País. Em cena, ela destrincha a vida financeira, amorosa e profissional de Tarsila do Amaral.
"Do mesmo jeito que ela foi muito feliz e teve os momentos áureos dela, ela também teve uma trajetória muito trágica. Então, agora, o que mais me impressiona é que a Tarsila é muito diferente de mim. É o oposto de mim, na verdade. É o personagem mais diferente que eu já fiz na vida."
"Eu tive que encontrar a força na contenção. Ela é tímida, ela é soturna, ela é introspectiva, totalmente ao contrário de mim. Ela tem uma cifose nas costas, então a postura dela é assim, e eu sou assim [ereta]. É completamente diferente. Mas eu descobri uma coisa em comum que a gente tem, que é a força da realização. Isso eu acho que eu tenho em comum com ela. E também não largar a mão do meu propósito."
"Ela me ensinou isso, eu já tinha isso muito latente, mas ela me ensinou mais. Agora, a força do fazer, do executar, do colocar de pé as coisas em que eu acredito, eu acho que a gente tem muito parecida", falou.
Prestes a rodar o País, ela não finge costuma ao falar da megaestrutura que levará. "[Fazer isso] é uma das loucuras mais absurdas que eu já fiz. São 74 pessoas viajando, com mais seis carretas. É um espetáculo grande. Para você ter ideia, tem um carro de verdade em cena, um Cadillac. É uma loucura."
"A gente vai fazer uma turnê, eu estou muito feliz com isso. A gente estreia agora, dias 1º e 2º de agosto, no Teatro Municipal do Rio. Aí a gente faz Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e também São Paulo, também no Teatro Municipal, em dezembro, onde aconteceu a Semana de Arte Moderna. Então a gente está muito feliz de entrar nessa casa."