Claudia Raia rebate críticas por uso da Lei Rouanet: 'Não estamos roubando de ninguém'
Segundo atriz, sem o recurso de incentivo, seria impossível fazer musicais de grande magnitude no Brasil
A atriz Claudia Raia, de 59 anos, rebateu as críticas por fazer uso da Lei Rouanet na terça-feira, 21. Ela, que prepara uma turnê nacional com o musical 'Tarsila, a Brasileira', afirmou que muitas pessoas se recusam a entender o funcionamento da lei.
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"Não existe isso de mamar na Lei Rouanet, as pessoas fazem muita confusão", disse Claudia Raia, durante evento promovido pela B3, na região central de São Paulo, no qual o Terra esteve presente.
"A Lei Rouanet, eu acho que é a coisa que mais incomoda, porque tem gente que quer aprender e tem gente que não quer aprender, tem gente que não quer saber o que é a Lei Rouanet", continuou ela.
"Na verdade, a Lei Rouanet [funciona assim]: você manda o seu projeto para o Ministério da Cultura, o Ministério da Cultura avalia e devolve a você a possibilidade de captar. Aí você pega o seu projeto debaixo do braço, eu sei porque eu faço isso pessoalmente, e vai aos patrocinadores para ver para quem vai conseguir vender aquele projeto, ver qual empresa tem o fit para esse projeto, que tem a cara do projeto, e assim vamos peregrinando até conseguir um ou alguns patrocinadores."
Em seguida, a atriz explicou que, diferentemente do que os críticos acreditam, as empresas e os artistas não lucram indiscriminadamente com a lei de incentivo. Existem protocolos e benefícios preestabelecidos.
"Nisso, os patrocinadores podem ter até 4% de isenção de impostos. Então, não é uma brincadeira. Na verdade, o patrocinador está investindo em cultura, fortalecendo a sua marca, colocando o nome dele ao lado da cultura e de artistas que são importantes."
"Ninguém está pegando dinheiro de ninguém, ninguém está roubando dinheiro de ninguém. Ficou aí uma conversa de que uma máquina tenta manter o poder. Essas loucuras todas que a gente ouve, e as pessoas não têm ideia do que elas estão falando", complementou.
Claudia Raia ainda afirmou que, sem o recurso de incentivo cultural, seria impossível fazer musicais dessa magnitude no Brasil, devido aos altos custos envolvendo produção, cenário, direitos autorais e outros fatores.
"E sem a lei de incentivo seria absolutamente impossível fazer espetáculos desse tamanho. Não dá, não tem como. Não dá nem o primeiro passo."
De acordo com a própria atriz, 'Tarsila, a Brasileira' entrou em fase de produção com 75% do orçamento necessário. Segundo ela, não era o ideal, mas já permitia dar início aos trabalhos. Atualmente, mesmo com a peça em andamento, ela afirmou que continua a peregrinação em busca de patrocinadores.

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