A influenciadora Rita Ephrem faleceu na noite de quinta-feira (26/3), aos 31 anos. Conhecida carinhosamente como Ritinha, ela convivia com uma doença autoinflamatória ultrarrara, ainda sem classificação médica oficial.
Uma amiga de Rita compartilhou a notícia da perda em uma postagem no Instagram da jovem: "Hoje nos despedimos da Ritinha… Nossa menina de luz. Gentil, amorosa, extremamente generosa, criativa, expressiva… Nossa artista. Hoje, não como de costume, quem escreve não é só a equipe do Juntos com a Ritinha", escreveu Isa.
Ela acrescentou: "Você merece a vida eterna, amiga. Porque você amava viver. E mais do que isso, você vivia para Jesus, com tudo, com inteira entrega, com 100% de quem você era. Hoje eu não consegui falar no seu velório… Assim como muitos dos seus amigos. Mas registrei, com todo carinho, amor e delicadeza que consegui reunir em meio à dor, um pouquinho da sua ida para o céu".
Rita nasceu em Belo Horizonte, mas se mudou ainda criança para o Líbano, terra natal de seus pais. A mineira formou-se em engenharia mecatrônica e construiu carreira como atleta de futsal, representando a seleção libanesa em competições internacionais no Oriente Médio.
O diagnóstico da condição ultrarrara veio anos depois, após sua mudança para São Paulo, onde realizou diversos exames genéticos. Aos 25 anos, Ritinha passou a depender de cuidados médicos constantes e começou a compartilhar sua trajetória nas redes sociais, conquistando reconhecimento e apoio do público.
Nos últimos anos, Rita enfrentou longos períodos internada, sete AVCs, tromboses, infecções generalizadas, mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas.
Recentemente, ela também lidava com imunodeficiência, que comprometia o funcionamento de seu sistema imunológico. A condição, conhecida como imunodeficiência comum variável, impede o corpo de produzir anticorpos de forma adequada, dificultando a resposta a infecções e vacinas.